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20 Junho 2016

Manuel Machado quer 30 m€ de fundos europeus para regeneração urbana

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, defendeu hoje que 30 milhões de euros de fundos europeus poderão ser aplicados na regeneração da Baixa da cidade, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

Numa visita com o deputado do PS Pedro Coimbra ao corredor onde o executivo municipal pretende concluir a Via Central, Manuel Machado disse que, além dos 30 milhões de euros do Orçamento de Estado deste ano a utilizar na prossecução das obras do SMM, a empresa Metro Mondego poderá ainda aplicar idêntica importância que o Portugal 20 20 reserva, na região Centro, à regeneração urbana.

O também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) criticou a iniciativa do movimento Cidadãos Por Coimbra (CPC) que visa a realização de um referendo local à decisão da Câmara Municipal de avançar com a construção da Via Central. “Não há nenhuma razão para ser adiado o projeto” do SMM, disse, numa alusão indireta à possibilidade de a Via Central vir a ser sujeita a referendo da população de Coimbra. Ao todo, segundo o autarca do PS, “são 60 milhões que poderão ser investidos” nas obras do SMM por concluir.

Na sua opinião, os 30 milhões de euros da União Europeia destinados a reabilitação urbana na região Centro constituem “uma folga financeira” que poderá vir a ser gasta na regeneração urbana da Baixa de Coimbra, onde em 2005 foram demolidos vários imóveis com o propósito de permitir a passagem do metro ligeiro de superfície, uma solução de mobilidade, no âmbito do SMM, que sempre previu a construção de uma rede sobre carris.

No entanto, Manuel Machado assumiu hoje, 20 anos após a criação da empresa Metro Mondego, em 1996, que a Câmara Municipal de Coimbra admite que o metro sobre carris, pelo menos na cidade, venha a ser substituído pelos autocarros guiados ou Bus Rapid Transit (BRT).

Questionado pela agência Lusa, o presidente da Câmara frisou que o investimento dos 60 milhões de euros por si referidos “poderão resolver o problema” da mobilidade na cidade do Mondego, mas também entre Serpins (Lousã) e Coimbra, no Ramal da Lousã, onde os comboios deixaram de circular em janeiro de 2010, para permitir a realização das obras do SMM, as quais foram pouco depois suspensas por razões financeiras.

Manuel Machado referiu que a opção pelo BRT, alegadamente mais barata do que o metro sobre carris, se justifica pela atual situação financeira do país.

Por outro lado, sublinhou, a Câmara de Coimbra, ao apostar na abertura da Via Central, para BRT e automóveis, vai reduzir o número de imóveis que ainda é preciso demolir, entre a rua da Sofia e a avenida Fernão de Magalhães. Uma coisa ficou clara: apenas um edifício será demolido na Rua da Sofia – o que se situa na projeção da Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes e, ainda assim, no seu lugar será construído um edifício pórtico.

O autarca escusou-se a emitir opinião sobre a solução tecnológica para assegurar a mobilidade entre Coimbra e Serpins, admitindo que possa ser diferente da que vier a ser aplicada na capital do distrito.

“O PS e os deputados eleitos por Coimbra têm uma posição clara sobre este processo, que é a sua defesa intransigente”, disse, por sua vez, o parlamentar Pedro Coimbra.

Instado pela Lusa, Pedro Coimbra desvalorizou o facto de a professora universitária Helena Freitas, independente, que encabeçou a lista de candidatos do PS por Coimbra nas legislativas de outubro passado, ser um dos primeiros subscritores de uma petição que o CPC está a promover em defesa do referendo à Via Central.

“Cada um é livre de exercer a sua cidadania como entender”, concluiu.

Lusa/CMC

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