Manuel Machado, que falava no Salão Nobre dos Paços do Município durante a sessão em que António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, apresentou o estudo prévio do Sistema de Mobilidade do Mondego para os troços “Portagem – Alto de S. João” e “Coimbra B – Portagem”, salientou que nesta fase existe a necessidade de o Governo avalizar a demolição dos últimos 30 metros que separam atualmente a Rua da Sofia da restante empreitada da Via Central que ligará à Av. Fernão de Magalhães.
“Está dependente exclusivamente do Ministério das Finanças. Sem isso o serviço não pode ser prestado até aos Hospitais da Universidade e a decisão fica comprometida”, realçou o autarca, também no final da sessão, em declarações aos jornalistas.
Recorde-se que, em agosto de 2017, a autarquia avançou com a empreitada para o primeiro troço da Via Central, no “coração” da Baixa da cidade, que representou um investimento de 620 mil euros, e garantiu a execução da maior parte desta via – 223 metros, num total de 255. Agora restam os últimos 30 metros que são da responsabilidade do Governo.
Além do aumento da mobilidade no centro da cidade, a abertura da Via Central visa a eliminação de uma área de degradação urbana, contribuindo para a melhoria e requalificação de um espaço vasto, integrado na zona de proteção do bem classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. A Via Central “é um passo crucial para a recuperação do centro histórico de Coimbra e para a reconciliação da cidade com o seu núcleo urbano original”, salientou Manuel Machado, no lançamento do primeiro troço da empreitada, em agosto de 2017.