As propostas aprovadas preveem a atribuição de apoios financeiros pontuais às três coletividades no âmbito do novo regulamento, que define critérios de rigor, transparência e isenção para a atribuição de apoios aos agentes culturais do concelho, com o objetivo de valorizar o trabalho produzido pelo tecido associativo do município no domínio da cultura. As candidaturas para este apoio financeiro, referente ao ano 2020, previstas no regulamento, estão abertas desde o passado dia 20 de janeiro e podem ser realizadas até ao próximo dia 30 de setembro.
O CAPC apresentou a sua candidatura para a realização do projeto “Campo/contracampo, Coimbra”, de José Pedro Croft. Depois dessa ter sido avaliada pelos serviços municipais, de acordo com o novo regulamento, foram dadas a conhecer as pontuações obtidas em cada critério e o montante de apoio a conceder, que será de 30 mil euros. O CAPC pretende, pois, realizar uma exposição monográfica do artista português, de dimensão internacional, José Pedro Croft, num espaço patrimonial único: o antigo refeitório do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. A associação procura, com este evento, consolidar a estratégia de manter a atividade da bienal Anozero em anos intermédios, de sedimentar a presença da bienal no espaço do Mosteiro e reforçar a posição do evento nas redes internacionais de Arte Contemporânea.
Já a Marionet Associação Cultural apresentou candidatura para realização do projeto “Dormir ou não dormir?”, desenvolvido em parceria com o Centro de Neurociências e Biologia Molecular da Universidade de Coimbra e a Associação Portuguesa do Sono. O projeto pretende abordar artisticamente a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). A associação pretende aumentar o conhecimento e a visibilidade pública do tema através da criação e apresentação de uma peça de teatro construída a partir de dados clínicos e científicos, bem como de testemunhos de doentes, familiares, médicos e técnicos de saúde que interajam regularmente com distúrbios do sono e a SAOS. A coletividade vai contar, para isso, com um apoio financeiro de 10 mil euros. A autarquia valorizou o contributo da associação para a consciencialização da problemática da SAOS junto de diferentes públicos e o carater diferenciador e agregador do projeto, que contribui para a promoção do cruzamento de áreas disciplinares realizadas em Coimbra, valorizando a sua cultura e identidades locais.
Por fim, a ADR Loureiro apresentou uma candidatura pois pretende levar a efeito a edição do livro “Brinquedos Tradicionais Populares, Património e Memórias de Infância”, da autoria do professor universitário João Amado. A apresentação do livro está agendada para o dia 20 de novembro deste ano, fazendo parte das comemorações do 40º aniversário desta associação cultural. A obra visa divulgar o património contido no Museu do Brinquedo Tradicional Popular, projeto desenvolvido por esta associação desde a década de 80 do séc. XX., com o objetivo de dar a conhecer brinquedos tradicionais populares feitos por crianças e familiares a partir de materiais naturais e desperdícios caseiros. A proposta foi analisada pelos serviços municipais, de acordo com o novo regulamento, e o apoio financeiro à coletividade será de dois mil euros.
Recorde-se que nas comemorações evocativas dos 45 anos do 25 de abril, em 2019, o presidente da CM Coimbra, Manuel Machado, formalizou o protocolo de cedência do espaço da antiga escola do 1º Ciclo de Ensino Básico do Loureiro, na freguesia de Cernache, à ADR Loureiro para a instalação do Museu do Brinquedo Tradicional Popular. A associação passou, a partir desse dia, a poder utilizar o espaço para dar a conhecer ao público o seu espólio, constituído por dezenas de brinquedos tradicionais populares e garantir, ainda, condições para a sua preservação.