Foi a falar do jornal ‘O Despertar’ e de como João Pinho sintetiza um século da vida do periódico num livro – que, no fundo, é um testemunho vivo dos acontecimentos que marcaram os últimos cem anos da cidade – que o presidente da CM Coimbra deu início às celebrações de mais um aniversário da Revolução dos Cravos. Manuel Machado falou de “todos os que, ao longo do tempo, se empenharam em ‘despertar’ para as coisas e para as causas de Coimbra, com determinação, dedicação e esforço”, e fez referências específicas a Fausto Correia, a Lino Vinhal e Jorge Castilho, os dois últimos presentes na sessão, na qualidade, respetivamente, de administrador do jornal e apresentador do livro.
Fausto Correia foi mencionado por todos. “Um homem que em tão pouco tempo de vida deu tanto a Coimbra”, afirmou Lino Vinhal, recordando que “um dos seus sonhos era que o jornal chegasse aos 100 anos”. Um sonho cumprido e que se encontra agora resumido na obra de João Pinho, que condensa “grande parte da história coletiva de Coimbra”. Lino Vinhal deixou, ainda, uma palavra de gratidão à Câmara Municipal e a Manuel Machado pela edição do livro e por ter estado presente no jornal ao longo deste último século.
Um elogio partilhado por Jorge Castilho, que solicitou mesmo ao presidente da Câmara para sugerir aos seus colegas autarcas para que apoiem os jornais locais, enquanto testemunhos da construção da história dos lugares, das cidades, do país. Jorge Castilho destacou ainda a qualidade do conteúdo e da edição do livro e deixou um elogio ao autor pelo “precioso trabalho de investigação”. João Pinho agradeceu o elogio de Jorge Castilho e, num breve discurso, deixou também os seus agradecimentos aos outros oradores, a todos os que se encontravam na plateia e à CM Coimbra por ter acreditado em si e editado a sua obra.
“Este nosso jornal, para além de se atravessar pelas coisas e causas de Coimbra, soube manter, ao longo dos tempos, um fio condutor, uma coluna vertebral ereta, a gratidão nas afirmações, mesmo quando, às vezes, com energia e entusiasmo escreveu aquilo que tinha de ser escrito, gostasse quem gostasse, desagradasse a quem desagradasse”, referiu, ainda, Manuel Machado, elogiando o trabalho realizado por João Pinho, a sua capacidade de síntese e profundo conhecimento sobre o jornal, que resultou num “documento histórico para a cidade de Coimbra”. “ ‘O Despertar’ evidencia que, ao longo deste mais de um século, houve sempre gente capaz de acordar e seguir, de despertar de forma construtiva para as causas da vida”, concluiu o autarca.
A cerimónia contou com a presença de muitas personalidades, entre as quais os vereadores da CM Coimbra, Carina Gomes, Carlos Cidade, Paula Pêgo e Ana Silva, de outros autarcas, nomeadamente presidentes de Juntas e Uniões de Freguesias, do vice-reitor da Universidade de Coimbra, João Nuno Calvão da Silva, e, entre outros, dos filhos e da esposa de Fausto Correia, Lurdes, Miguel e António Pedro Correia.