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11 Janeiro 2022

Câmara de Coimbra suspende Linha Roxa da Ecovia onde circulavam três pessoas por dia

Câmara de Coimbra suspende Linha Roxa da Ecovia onde circulavam três pessoas por dia

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra aprovou, na sua reunião de ontem, uma proposta para suspender a Linha Roxa (Vale das Flores – HUC) da Ecovia, que era utilizada por menos de três pessoas por dia, como forma de fazer face à escassez de recursos materiais e humanos necessários aos serviços de transporte de passageiros municipais em vigor. O controlo de acessos ao parque de estacionamento do Vale dos Flores também vai ser retirado, passando a regime de estacionamento livre.

A Linha Roxa (Vale das Flores – HUC) da Ecovia vai ser suspensa, “uma vez que há neste momento um grave défice de recursos materiais e humanos para fazer face aos serviços de transporte de passageiros municipais em vigor”. A vereadora Ana Bastos alertou para o facto de este serviço “não ter sido planeado”, daí que tenha níveis reduzidos de procura e que seja necessário trabalhar na sua reformulação.

 

“Continuo a defender a Ecovia, se não propunha a extinção de todas as linhas. Este serviço fica muito caro para os SMTUC [Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra], com autocarros a fazerem 80 viagens por dia para transportar em média duas ou três pessoas por dia, em cada uma das linhas”, sustentou a vereadora com competências na matéria, Ana Bastos, durante a reunião do executivo.

 

Para Ana Bastos, a Linha Roxa, ao contrário das restantes duas linhas, não apresentava potencial de crescimento, referindo que esta suspensão permite libertar quatro motoristas e dois miniautocarros que serão “extremamente necessários para repor carreiras regulares”.

 

A vereadora disse aos jornalistas que todo o sistema será reavaliado “dentro de um ano”, havendo o objetivo do município de alargar o sistema, de uma “forma mais sustentada e planeada”.

 

De momento, notou Ana Bastos, os parques da Ecovia situam-se dentro da malha urbana da cidade, após as zonas de maior tráfego automóvel, considerando que é necessário criar parques periféricos, fora de Coimbra, para convidar as pessoas “a largar o carro e a entrar na rede normal de transportes públicos”.

 

Segundo a vereadora, esta política terá de ser acompanhada de um maior controlo e condicionamento do estacionamento no centro da cidade, nomeadamente na Alta de Coimbra, onde está o Polo I da Universidade, ou nos arruamentos próximos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. “Tem que ser uma política da cenoura e do bastão”, frisou.

 

As três linhas em conjunto transportaram em média menos de nove passageiros por dia, sendo que em novembro, mês de maior utilização, a média de passageiros diários foi de 16.

 

A avaliação técnica foi realizada entre os meses de junho e novembro de 2021, pelos SMTUC, e demonstra que, relativamente às linhas que servem os Hospitais da Universidade de Coimbra, entende-se que a Linha Vermelha (Casa do Sal – HUC) demonstra ter maior potencial do que Linha Roxa (Vale das Flores – HUC). A análise passou pelo “custo benefício, da rentabilidade da linha assim como da exploração/manutenção do funcionamento do parque”, pode ler-se na informação técnica dos serviços municipais.

 

“Também se entende que a linha vermelha, face ao seu posicionamento geográfico na rede viária, assim como a uma potencial expansão para montante de algumas zonas de maior congestionamento viário, como será o caso do Bolão ou do Almegue, com a criação de parques de estacionamento nestas zonas, poderá captar mais clientes uma vez que se torna mais periférico e com maiores vantagens face à utilização da viatura particular até à zona dos hospitais”, é ainda salientado.

 

A mesma informação refere que “relativamente aos potenciais grandes polos de utilização destas linhas, o Instituto Português de Oncologia e a Escola de Enfermagem, apesar de contactados e sensibilizados para as vantagens do Sistema Ecovia no início da sua entrada em funcionamento, ainda não aderiram aos títulos entidade”.

 

Já a Linha Verde (Parque Verde – Universidade) é a que demonstra “um maior potencial de captação de clientes, tendo tido uma boa progressão, com especial destaque no mês de novembro em que a procura mais que duplicou relativamente a setembro”.

 

Face a esta análise, foi considerada a manutenção da Linha Verde (Parque Verde – Universidade), por ser a única que serve o Polo I da UC e “a que tem uma maior procura”, e suspender o serviço da Linha Roxa (Vale das Flores – HUC), “uma vez que tem um percurso mais longo e demorado do que o da Linha Vermelha (Casa do Sal – HUC), obrigando à utilização de mais meios (viaturas de transporte público e tripulantes), pelo que a sua suspensão permitirá maior economia desses mesmos meios, podendo ser redirecionados para outros serviços”.

 

A proposta passa ainda por reforçar “campanhas para o incentivo do uso dos transportes públicos, a promover juntamente entre a Autoridade de Transportes e os SMTUC, assim como reforço da fiscalização do estacionamento ilegal, com a colaboração das forças de segurança com capacidade legal para o efeito”. A informação técnica aponta ainda como “aspeto nevrálgico para o sucesso do transporte público” a “regularização do estacionamento na cidade de Coimbra, quer pela sensibilização, quer pela repressão, para o efetivo combate aos estacionamentos indevidos/anárquicos em algumas zonas”, designadamente os “hospitais em Celas/Olivais ou do Polo I da Universidade”. “Este tipo de estacionamento, para além de prejudicarem a circulação automóvel, com o inerente impacto negativo nos transportes públicos, retira potenciais utentes do sistema Ecovia”, conclui.

 

CM Coimbra / LUSA

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