As propostas hoje aprovadas resultam do trabalho desenvolvido por um Grupo de Trabalho criado pelo Executivo Municipal, que integra serviços da Câmara, a administração dos SMTUC, a Comissão de Trabalhadores e uma equipa técnica externa. Os trabalhos tiveram início em dezembro de 2025 e assentaram, em grande medida, em contributos apresentados pelos próprios trabalhadores, permitindo identificar constrangimentos operacionais concretos e soluções exequíveis no curto prazo.
Ajustamentos faseados e compatíveis com a futura reformulação da rede
A otimização agora proposta decorre em paralelo com a reformulação estrutural da rede dos SMTUC, atualmente em desenvolvimento pela OPT, no contexto das alterações introduzidas pelo Sistema de Mobilidade do Mondego e pela futura rede SIT da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
A metodologia adotada assenta na priorização dos problemas mais críticos, no faseamento das intervenções e na realização de testes no terreno, assegurando que as melhorias introduzidas são compatíveis com o modelo estrutural de mobilidade que está a ser preparado para o futuro.
Primeira fase entra em vigor a 26 de janeiro
Uma primeira fase de ajustamentos, já aprovada, entrou já hoje em vigor, incidindo sobre as linhas 18 – com reforço para a Escola Silva Gaio -, 19T, 19R, 22 e Linha Vermelha. Estas alterações centram-se sobretudo em ajustes de horários, frequências e percursos, com impacto direto na regularidade do serviço.
Paralelamente, encontra-se concluída uma segunda fase de propostas, hoje aprovada pelo Executivo Municipal, que abrange um conjunto mais alargado de intervenções na rede.
Segunda fase aprofunda melhorias em várias linhas
A segunda fase incide sobre as linhas 5, 5T, 6, 6F, 31, 34, 38, 38T e 38F e prevê ainda a supressão de algumas linhas atualmente em funcionamento, bem como a criação de uma nova ligação estruturante, no âmbito de uma reorganização operacional orientada para a melhoria da fiabilidade e da legibilidade do serviço.
O que muda concretamente na rede dos SMTUC
As linhas 33, 33R e 5F são suprimidas. Estas linhas apresentavam sobreposição com outros serviços e menor eficiência operacional. As ligações que asseguravam passam a ser garantidas por linhas reformuladas, com percursos mais claros e maior regularidade, evitando duplicação de oferta e melhorando a fiabilidade global da rede.
Nas linhas 5 e 5T, o serviço é reorganizado, com ajustes de percurso e horários, concentrando a oferta em trajetos mais utilizados e com maior procura. O objetivo é reduzir atrasos, tornar os horários mais estáveis e garantir melhor ligação a zonas residenciais e polos universitários, beneficiando ainda da libertação de viaturas resultante da supressão das linhas menos eficientes.
As linhas 6 e 6F passam a ligar diretamente ao Hospital Pediátrico, eliminando a necessidade de transbordos para quem se desloca a este equipamento de saúde. Esta alteração melhora significativamente o acesso de utentes, acompanhantes e profissionais, reforçando a utilidade do transporte público neste eixo.
Na linha 31, estão previstos ajustes de horários, sobretudo nos períodos de maior procura, para melhorar a regularidade do serviço e reduzir tempos de espera.
A linha 34 é simplificada, com redefinição do percurso e eliminação da linha 34T. O serviço passa a funcionar com um trajeto único, mais fácil de compreender e operar, mantendo a cobertura essencial e melhorando a fiabilidade.
Nas linhas 38, 38T e 38F, os ajustamentos incidem sobretudo na organização do serviço noturno e nos horários, adequando a oferta à procura real e melhorando as condições de exploração, sem perda de cobertura nas zonas servidas.
É ainda criada a nova linha 54, que assegura a ligação Portagem – Portela via Polo II, reforçando a oferta numa zona em crescimento urbano e com forte procura associada aos polos universitários e áreas residenciais envolventes. Esta linha garante ainda a ligação ao serviço da Metro Mondego nas estações da Portagem e da Portela, permitindo assim a intermodalidade dos serviços e uma maior oferta de deslocação.
Em complemento, a proposta prevê a reorganização de paragens na Quinta da Portela e no Rebolim, com criação, relocalização ou supressão de paragens, aproximando o serviço dos locais efetivamente utilizados e melhorando a acessibilidade.
Mais oferta onde há mais procura
Com estas alterações, os SMTUC passam a operar com menos linhas redundantes, percursos mais simples e meios mais concentrados nos eixos de maior procura, o que se traduz numa rede mais compreensível para os utilizadores, mais estável nos horários e mais fiável no dia a dia.
Melhor informação ao público e acompanhamento próximo
As alterações incluem ainda a atualização da informação ao público, tanto nas paragens como nos sistemas oficiais do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), assegurando que os utilizadores dispõem de informação clara e atualizada.
Está igualmente prevista uma monitorização intensiva durante os dois primeiros meses de operação, permitindo avaliar o impacto das medidas e introduzir ajustamentos sempre que necessário, em função da experiência dos utilizadores e das equipas operacionais.
Um processo em evolução contínua
Segundo os serviços municipais, encontram-se já em preparação novas propostas de ajustamento noutras linhas da rede, igualmente de caráter pontual e compatível com a reformulação estrutural em curso, que serão submetidas a apreciação em momentos posteriores.
Com este conjunto de medidas, o Município e os SMTUC procuram melhorar progressivamente o serviço prestado à população, reforçando a confiança no transporte público como uma solução fiável, acessível e essencial para a mobilidade quotidiana em Coimbra.