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24 Fevereiro 2026

A1 reaberta em Coimbra de forma condicionada

A1 reaberta em Coimbra de forma condicionada

A circulação na Autoestrada 1 (A1) foi restabelecida, de forma condicionada, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul pelas 19h30 de ontem, adiantou a concessionária. “A medida é aplicada na sequência da conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição na plataforma Sul / Norte, que ocorreram no início desta semana, e tem como objetivo minimizar o impacto para os utilizadores, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional”, indicou a Brisa, em comunicado.

Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191.

 

De acordo com a Brisa, até à conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.

 

Esta solução temporária de reposição condicionada do trânsito, numa extensão de aproximadamente dois quilómetros, limitada a uma via por sentido, utiliza exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais (sentido Sul / Norte), detalhou a concessionária.

 

“A solução foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) e permite viabilizar a circulação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, depois do rebentamento do dique do Mondego ter provocado uma rutura na plataforma”, frisou a Brisa.

 

A Brisa assegurou ainda que “todas as intervenções e decisões são tomadas dando total prioridade à segurança, tanto para os trabalhadores envolvidos na obra como de todos os que circulam nas suas autoestradas”, instando os condutores a circularem “com total respeito pela sinalização temporária implementada”.

 

No domingo, o Ministério do Ambiente e da Energia divulgou a conclusão da intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais. A tutela indicou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”.

 

Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”.

 

Obra da A1 “100% concluída” até final da semana

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu hoje que, até ao final da semana, a obra da A1, na zona de Coimbra, estará “100% concluída” e a circulação nas quatro faixas de rodagem será reposta.

 

“Eu próprio hoje já utilizei a A1 e posso dizer aqui, em primeira mão, que até ao final desta semana a obra estará 100% concluída. Ou seja, após a análise do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), poderemos sinalizar à Brisa que a autoestrada pode funcionar a 100% já com as quatro faixas em pleno funcionamento”, avançou.

 

O governante frisou que, durante 15 dias, foram mobilizados todos os meios possíveis para repor a circulação numa via considerada estratégica para a mobilidade nacional. “Não parámos um segundo”, afirmou, deixando “uma palavra especial para a Brisa, para todos os subempreiteiros que estiveram em obra dia após dia, 24 horas por dia, para garantir que era reposta a maior infraestrutura rodoviária do país”.

 

O ministro disse aos jornalistas esperar que esta obra seja um exemplo para fazer “uma reconstrução do país absolutamente hercúlea” e sublinhou que há meios humanos e financeiros e “meios de simplificação também mobilizados para que, em conjunto com os autarcas”, seja conseguida uma contratação pública e um licenciamento mais céleres e eficazes.

 
Créditos Fotográficos: José Nunes

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