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24 Fevereiro 2026

“Nova vida” da Casa da Escrita com programação orientada para o pensamento, as artes e as letras

O ano de 2026 assinala um novo ciclo na estratégia cultural da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, que dá uma “nova vida” à Casa da escrita. Para a vereadora da Cultura, Margarida Mendes Silva, este equipamento cultural municipal regressa assim “à sua vocação original”, enquanto “espaço de reflexão, de pensamento, de criação e de partilha de conhecimento”. A programação do primeiro semestre, hoje apresentada em conferência de imprensa, vai contar com seis eixos programáticos que, por sua vez, integram um conjunto de ciclos, com a curadoria de Cristina Robalo Cordeiro, de João Gobern ou da Associação Cultural e Artística Grande Coisa!, entre um conjunto mais alargado de parceiros.

O programa para o primeiro semestre de 2026 da Casa da Escrita foi apresentado hoje, dia 24 de fevereiro, em conferência de imprensa, com a presença da vereadora da Cultura da CM de Coimbra, Margarida Mendes Silva, de uma das curadoras da nova programação da Casa da Escrita, Cristina Robalo Cordeiro, e da representante da Associação Cultural e Artística Grande Coisa! (ACAGC!), responsável por um ciclo programático, Carla Gomes.

 

Segundo Margarida Mendes Silva, esta programação representa uma “nova vida” para a Casa da Escrita, com o grande objetivo de “dar voz e espaço às palavras” e ainda de “reconquistar os cidadãos de Coimbra para este equipamento municipal”. Para a vereadora da Cultura, a Casa da Escrita regressa assim “à sua vocação original”, enquanto “espaço de reflexão, de pensamento, de criação e de partilha de conhecimento”.

 

6 eixos programáticos

A oferta cultural do espaço está alicerçada num conceito programático focado em seis eixos: Programa Expositivo, Programação Literária, Tertúlias do Pensamento, Performance Poética, Literatura nas Artes e Oficinas e Mediação.

 

Associada a uma nova imagem identitária, a Casa da Escrita assume, assim, um novo rumo na política cultural do Município. A programação para os próximos quatro meses compreende um vasto leque de iniciativas, que pretendem alcançar diferentes públicos.

 

Programa Expositivo

Na área expositiva destaque para a exposição sobre livros censurados, numa coprodução com a Ephemera – Associação Cultural, em abril. No Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, dia 23, alguns dos livros expostos vão ser o ponto de partida para uma leitura coletiva, a cargo de atores da Cooperativa Bonifrates.

 

Programação Literária

As iniciativas dedicadas ao eixo Programação Literária integram desde apresentações de livros a conferências e conversas que evocam efemérides tão relevantes como a comemoração de centenários de escritores que representam um marco assinalável da cultura portuguesa: Camilo Pessanha (5 de março), Herberto Helder (12 de março), José Cardoso Pires (2 de abril), Augusto Abelaira (21 de abril) e Luís de Camões (7 de maio) preenchem, nos próximos quatro meses, a oferta programática da Casa da Escrita outrora habitada pelo poeta João José Cochofel.

 

Tertúlias do Pensamento

Vários outros nomes maiores do pensamento intelectual, da poesia, da história da literatura portuguesa e do pensamento filosófico contemporâneo vão fazer cumprir a renovada missão da Casa da Escrita, transportando-nos, por exemplo, para o legado de Eduardo Lourenço, cuja biblioteca pessoal, que o escritor doou ao Município, pode ser consultada no espaço. Com o propósito de alimentar o eixo programático Tertúlias do Pensamento, estão previstas ações que resultam de parcerias com o Centro de Estudos Ibéricos e com o Museu do Neorrealismo de Vila Franca de Xira.

 

Cristina Robalo Cordeiro é a curadora do ciclo de conversas “De Primavera em riste: livros que perturbam a ordem das coisas”. As sete sessões previstas têm como ponto de partida livros ou perguntas chave que inquietam a “ordem das coisas” na literatura, na sociedade, na arte, na religião ou na ciência. Vão ser convidados José Carlos Vasconcelos (21 de março), o padre Nuno Santos – reitor do Seminário Maior de Coimbra – (30 de abril), Ana Paula Arnaut (2 de abril), Carlos Antunes (28 de maio) e José Reis (18 de junho).

 

Literatura nas Artes

Dar voz aos autores de letras para canções é o que se pretende com o ciclo de conversas “Letra ou Poema. Escritores de Canções” criado e moderado por João Gobern, crítico de música durante mais de quatro décadas. Em estreita ligação com o eixo programático Literatura nas Artes, vão passar, para já, pela Casa da Escrita, os letristas Carlos Tê (26 de março), João Monge (16 de abril) e Maria do Rosário Pedreira (21 de maio), testemunhos vivos de alguns dos êxitos da música portuguesa.

 

Performance Poética

Depois de três sessões realizadas no passado mês de dezembro, o projeto “Calçar os Sapatos do Outro”, criado e produzido pela ACAGC!, passa a ter regularidade mensal, inserido no eixo de programação “Performance Poética”. Com o objetivo de convidar o público a compreender o lugar do outro, os participantes desta ação são conduzidos para diferentes lugares da Casa da Escrita. Guiados por poetas, atores, músicos ou coletivos recuperam, através da arte, as memórias das tertúlias literárias e artísticas da antiga Casa do Arco.

 

Oficinas e Mediação

A inaugurar a temática de programação “Oficinas e Mediação” vai haver, em maio (dia 23), a oficina de escrita e de leitura “O que é escrever literatura”, a cargo do escritor António Carlos Cortês. Com uma linha de programação que reúne, além dos autores, estudiosos do meio literário e artístico, as ações que serão levadas a cabo na Casa da Escrita, até junho, integram nomes como António Apolinário Lourenço e Maria Helena Santana (5 de março), João Pedro George (12 de março), Elsa Ligeiro (21 de abril), José Augusto Bernardes (7 de maio) ou Alberto Sismondini (3 de junho).

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