O evento vai contar com as intervenções da presidente da CM de Coimbra, Ana Abrunhosa, e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado.
Conferência e mesa-redonda com especialistas
A sessão tem início com uma conferência proferida pelo professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e antigo reitor da UC, Fernando Seabra Santos, dedicada à análise das cheias ocorridas em fevereiro de 2026 na bacia do Mondego.
Segue-se uma mesa-redonda com a participação de António Carmona Rodrigues, presidente do conselho de administração do grupo Águas de Portugal, e de Carlos Matias Ramos, antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, que irão partilhar a sua análise sobre a gestão hidráulica e os desafios associados à mitigação do risco de cheias. Os especialistas estarão disponíveis para responder a questões colocadas pela assistência.
O objetivo é contribuir para uma análise técnica e fundamentada sobre o que ocorreu, identificando fatores que possam ter influenciado o episódio e refletindo sobre as respostas estruturais e operacionais que poderão ser consideradas no futuro.
Barragens, diques e gestão de caudais em análise
O desempenho das barragens da Aguieira, da Raiva e de Fronhas na atenuação dos caudais de cheia, a eventual otimização dos seus regimes de exploração para reforço da proteção das populações e das áreas urbanas, bem como a resistência dos diques do Mondego face aos caudais previstos em projeto, são alguns dos temas que estarão em análise.
Serão igualmente analisadas as inundações verificadas no Parque Verde do Mondego e no Choupalinho, refletindo sobre a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e sobre possíveis soluções para minimizar impactos futuros.
A sessão abordará ainda a pertinência de novas soluções estruturais para a bacia do Mondego, incluindo a eventual reavaliação de projetos e da estratégia global de intervenção neste território.
Num contexto marcado pela maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, a iniciativa pretende promover um momento de reflexão técnica e pública sobre as cheias do Mondego, reunindo especialistas, decisores e cidadãos em torno da identificação de soluções que reforcem a proteção do território e das populações.