O sistema, que ainda não está a funcionar na sua plenitude (faltam a ligação a Coimbra-B e a linha do hospital) registou em janeiro várias validações diárias superiores a 8.000 passageiros por dia, registando depois uma quebra face ao mau tempo, que levou a várias interrupções do serviço.
A partir de 23 de fevereiro, o serviço, mesmo sem a ligação a Serpins, tem registado mais de dez mil passageiros diários.
Troço entre Lousã e Serpins fechado até agosto devido a talude instável
O troço suburbano do Metrobus entre Lousã e Serpins deverá ficar fechado até agosto, altura em que deverão estar concluídas as obras para corrigir um talude instável identificado em janeiro.
O troço de seis quilómetros que inclui as últimas três estações do canal (Casal de Espírito Santo, Casal de Santo António e Serpins) está encerrado desde janeiro, devido a um deslizamento de terras.
As obras para a correção do talude e para garantir condições de segurança de circulação dos autocarros articulados elétricos arrancaram na segunda-feira, 9 de março. A empreitada terá um custo de cerca de três milhões de euros e um prazo estimado de cinco a seis meses de obra, explicou o presidente da Câmara da Lousã, Victor Carvalho.
Segundo a Metro Mondego, o valor inclui cerca de 220 mil euros destinados aos transportes alternativos que asseguram a ligação entre Serpins e Lousã enquanto o troço permanece encerrado.
Ligação a Coimbra-B e Praça da República prevista para agosto
A operação do Metrobus deverá começar a chegar à estação ferroviária de Coimbra-B e à Praça da República em meados de agosto, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).
Deverá iniciar-se uma operação parcial na linha do hospital, entre a estação Aeminium, junto ao rio Mondego, e a Praça da República. O restante troço dessa linha, que servirá Celas, os Hospitais da Universidade de Coimbra e o Hospital Pediátrico, deverá ficar concluído no final do primeiro trimestre de 2027, altura em que todo o canal poderá ser entregue para operação.
LUSA / CM de Coimbra