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20 Dezembro 2022

Intervenção inicial do presidente José Manuel Silva | Reunião de Câmara, 19 de dezembro

Intervenção inicial do presidente José Manuel Silva | Reunião de Câmara, 19 de dezembro

Intervenção do presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, José Manuel Silva, no período Antes da Ordem do Dia da Reunião de Câmara de 19 de dezembro. José Manuel Silva aproveitou a época natalícia para fazer três apelos ao Governo: o reforço no apoio às autarquias; a um maior investimento na área da Justiça na cidade; e ainda uma ligação a Viseu com um IP3 com quatro faixas de qualidade e segurança rodoviária em toda a sua extensão.

 

 

Intervenção na íntegra:

 

 

“Nesta época tão duplamente especial que vivemos, quero começar por saudar todos e todas e desejar que a generalidade das pessoas possa acabar o ano de 2022 melhor do que terminou o ano de 2021.

 

Em 2020, o último Natal como vereador da oposição, pedi apenas 5 prendas ao grande criador do Universo.

 

Uma concretizou-se, a mudança eleitoral de 2021 que colocou Coimbra num novo ciclo estratégico. Outra, a ligação da rede de saneamento de águas residuais que serve o Dianteiro e lugares circundantes ao coletor central foi realizada ainda em 2021. As outras três prendas estamos agora nós a trabalhar nelas intensamente, a Habitação Social, a emergência climática e ambiental e a descentralização para as freguesias; hoje mesmo, nesta reunião, continuamos a cumprir uma deliberação decidida no anterior mandato mas não cumprida pelo anterior executivo, a apresentação de relatórios trimestrais do Gabinete de Apoio às Freguesias.

 

Este ano vou pedir apenas três prendas:

 

– Com uma subida de 18,6% nas receitas de impostos e de 9,6% nas contribuições sociais, o Governo, responsável pela maior carga fiscal de sempre, chega ao fim do ano com uma enorme folga orçamental. Saudamos o novo e necessário apoio pontual às famílias mais carenciadas, que também vai beneficiar as famílias pobres de Coimbra, mas recordamos que os problemas do país e da pobreza estrutural se resolvem com reformas estruturais e com desenvolvimento económico e não com caridade, todavia, exigimos que o Governo também apoie as autarquias para que estas possam cumprir a sua missão, pois, ao contrário do primeiro, que beneficia, as autarquias estão a ser profundamente castigadas pela inflação.

 

– À Ministra da Justiça peço que não prejudique Coimbra pelo facto de ser de Coimbra, como tantos outros já fizeram, peço que responda à carta que enviámos a solicitar uma audiência e peço que reconsidere as questões que nela referenciámos e que deram substância à moção aprovada nesta Câmara no passado mês de novembro.

 

– Volto ao Governo para pedir a ligação a Viseu com um IP3 com quatro faixas de qualidade e segurança rodoviária em toda a sua extensão. Questiono-mo se, para terem o respeito de Lisboa, a CIM de Coimbra e de Viseu-Dão Lafões, em particular os concelhos mal servidos pelo IP3, precisam de se unir e cortar em simultâneo a A1 e a Linha do Norte… Isto sem esquecer a continuidade da A13 e a esquecida ligação transversal da região de Coimbra à Beira Baixa. Não obstante, para 2023 olhamos com expetativas muito positivas a progressão das obras do MetroBus e da alta velocidade ferroviária, que virão revolucionar a mobilidade local e nacional, proporcionando um franco desenvolvimento sustentável.

 

Naturalmente, também o executivo tem de se comprometer com algo de relevante para 2023, para além de resolver os problemas do passado, como, por exemplo, a chuva dentro da Escola EB1 do Espírito Santo das Touregas, que o executivo anterior deixou com o telhado podre, que vai ser reabilitado no próximo ano.

 

Os nossos compromissos/prendas estão plasmados nas GOP para 2023, mas o que queremos aqui salientar para o próximo ano é o máximo empenho em continuarmos, com diálogo e transparência, a solucionar os problemas estruturais do concelho de Coimbra, de forma a recuperarmos do marasmo de muitos anos e recolocar Coimbra numa curva ascendente de restauração e revivificação das suas zonas históricas, de reforço da sua centralidade cultural e científica, de inovação e reindustrialização, de aposta no turismo, na mobilidade e no urbanismo, de criação de emprego, de desenvolvimento ambientalmente sustentável e de afirmação da marca Coimbra no plano nacional e internacional. Este é o único caminho para fazermos uma verdadeira diferença.

 

Não há milagres, só com muito trabalho, empreendedorismo e crescimento económico, com mais empresas, nacionais e internacionais, e mais empregos, é possível fazer crescer Coimbra e, de forma saudável, aumentar a receita da Câmara, para conseguirmos realizar mais investimento humano, social, cultural e económico.

 

Finalmente, uma palavra para as expetativas que colocamos com a entrada em vigor a 1 de Janeiro da nova estrutura nuclear e flexível da Câmara Municipal; o bom funcionamento da máquina camarária é imprescindível para concretizarmos as ambições de Coimbra; contamos com a dedicação dos dirigentes que se mantêm e dos novos dirigentes, que estamos a convidar entre os melhores, a quem desejo as maiores felicidade e realização profissional. Na verdade, o nosso trabalho depende do trabalho dos cerca de 2500 trabalhadores da Câmara Municipal de Coimbra, incluindo os SMTUC.

 

A todos e a todas um obrigado por 2022 e os desejos de um Santo e muito Feliz Natal e de um melhor 2023, com saúde, alegria e realização profissional.”

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