De acordo com o vereador, a avaliação foi realizada pelos serviços de engenharia do Município, com supervisão do Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade (Itecons). Foi identificado um abatimento sob a laje do piso onde ocorreu a explosão. A situação inspira maior atenção e poderá vir a justificar um eventual reforço técnico, sem que tenham sido detetados danos estruturais relevantes que comprometam a estabilidade do edifício.
Importa ainda realçar que os revestimentos do edifício apresentavam destacamento significativo, existindo perigo de queda, pelo que estes elementos soltos estão a ser removidos com a maior brevidade possível. Os escombros existentes na fração onde ocorreu a explosão estão também a ser removidos, de forma a permitir a realização de uma nova peritagem ao local.
Relativamente às infraestruturas, o Serviço Municipal de Proteção Civil verificou que os ramais de água e gás se encontram em condições até ao edifício. O restabelecimento do fornecimento no interior do prédio será assegurado pelo condomínio.
Na sequência da ocorrência, registaram-se 35 desalojados. Desses, foi necessário realojar nove pessoas, cinco adultos e quatro crianças, tendo o Município de Coimbra garantido a sua estadia numa unidade hoteleira da cidade, enquanto os restantes ficaram acolhidos em casa de familiares.
Quanto ao ferido grave, um homem de 38 anos, Ricardo Lino adiantou que permanece internado na unidade de Medicina Intensiva dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Encontra-se estável, embora ainda em estado considerado grave, situação que continua a ser acompanhada também pelo Município.
A origem da explosão está a ser investigada pela Polícia Judiciária. O acesso ao edifício mantém-se condicionado e a situação está a ser acompanhada em articulação com as entidades competentes, no âmbito das diligências em curso para a reposição gradual da normalidade.
Créditos fotográficos: Diário de Coimbra