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7 Fevereiro 2026

Coimbra conta já com 881 ocorrência e mantém risco elevado de cheias

Coimbra conta já com 881 ocorrência e mantém risco elevado de cheias

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, fez esta tarde, na Casa Municipal da Proteção Civil, um ponto de situação sobre as ocorrências registadas no concelho na sequência das consecutivas tempestades. A autarca revelou que, desde o dia 27 de janeiro, já foram registadas 881 ocorrências, e adiantou que as principais preocupações continuam a ser o risco elevado de cheia do Mondego, quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras.

A presidente de Câmara adiantou que, desde o dia 27 de janeiro, com a depressão KRISTIN, já foram contabilizadas 881 ocorrências, envolvendo cerca de 2.400 operacionais, a maioria relacionadas com a queda de árvores. As principais preocupações continuam a ser o risco elevado de cheias, quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras, sendo que há já várias vias no concelho afetadas.

 

Ana Abrunhosa confirmou o colapso de parte da cerca de São Agostinho, nas traseiras da Couraça dos Apóstolos, indicando que não houve registo de feridos, e informou ainda que estão cortadas a Estrada do Campo (margem esquerda), o tabuleiro inferior da Ponte Açude, a estrada de Ceira para Almalaguês e a estrada da Beira, na zona de São Frutuoso, bem como existem condicionamentos na Rua Vale do Açor e na Rua Rainha Santa.

 

A autarca indicou ainda que há já várias habitações afetadas, 12 casas devolutas com estruturas em risco de queda e sete pessoas desalojadas, que foram acolhidas por familiares.

 

A Ponte Açude está a ser permanentemente vigiada, sendo que, no momento da conferência de imprensa, o caudal do rio Mondego rondava os 1.600 m³/s. Já a Barragem da Aguieira tem vindo a efetuar descargas elevadas para reduzir o volume de água acumulado na albufeira, mantendo caudais superiores a 900 m³/s nas últimas horas, com picos próximos dos 960 m³/s durante a madrugada. Esta gestão permitiu iniciar a redução do nível de armazenamento. “A barragem tem capacidade de encaixe, mas é essencial manter uma vigilância permanente”, afirmou a autarca.

 

Ana Abrunhosa apelou à população para se manter em casa e evitar deslocações desnecessárias, tendo em conta que se prevê a continuação da chuva ao longo do dia, rajadas de vento que podem atingir os 120 km/h e a subida do caudal do rio Mondego.

 

“A depressão Marta deverá passar nas próximas horas e estão previstas melhorias significativas do estado do tempo”, afirmou. Contudo, “depois de 20 dias consecutivos de tempestades, uma tempestade normal causa mais danos”, sublinhou a presidente da Câmara, reforçando o apelo: “Fiquem em casa”.

 

A presidente da Câmara adiantou ainda que amanhã é possível ir votar e que os locais de voto são seguros.

 

A autarca agradeceu o empenho de todos os meios no terreno, nomeadamente da Proteção Civil Municipal, dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, dos Bombeiros Voluntários de Coimbra e de Brasfemes, do Exército, dos Fuzileiros, dos Bombeiros de Tábua e Mortágua, dos Sapadores Florestais, da GNR e da PSP. A autarca agradeceu ainda à Comunicação Social “por passar a mensagem de forma responsável e sem causar alarme”.

 

Créditos fotográficos: Diário As Beiras

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