Inspirado em práticas como spoken word e poetry slam, o projeto “Brotar Palavras da Terra” propôs um espaço de criação e de reflexão coletiva a partir das inquietações suscitadas pela exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)”, patente no Convento São Francisco até 18 de outubro de 2026. A iniciativa, com curadoria de Raquel Lima, privilegia metodologias de autonomia em arte-educação e estimula a expressão individual e coletiva através da palavra dita.
A apresentação pública de 14 poemas, que resultaram do projeto, reuniu alguns dos participantes do projeto (os alunos da turma do 7ºA da EB 2, 3 Inês de Castro e da turma do 11º C da Escola Secundária D. Duarte, ambas do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste), os familiares, os professores e o público em geral, num momento marcado pela partilha de textos poéticos originais criados pelos 39 estudantes, refletindo temas como identidade, memória, pertença, futuro, amor e resistência.
O projeto foi desenvolvido no âmbito do Plano Cultural do AECO “PONTES DA CULTURA – artes, patrimónios e valores da humanidade”, em articulação com os respetivos diretores de turma (Jorge Ralha e Luís Caldas), com o responsável pelo Plano Cultural, João Janicas, e com a diretora do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, Ermelinda Vilela Cruz.
“Brotar Palavras da Terra” dá, assim, continuidade ao trabalho desenvolvido entre o Projeto de Mediação e o Programa Expositivo do Convento São Francisco e o Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, o agrupamento com maior número de escolas na área envolvente deste equipamento cultural.
A poeta, artista transdisciplinar e investigadora Raquel Lima tem apresentado o seu trabalho em vários países da Europa, da América e de África, em contextos ligados à literatura, performance, artes visuais, música e ciências sociais. Entre outras participações, destaca-se a presença na 8.ª Bienal de São Tomé e Príncipe, na 59.ª Bienal de Veneza e na 35.ª Bienal de São Paulo. A sua investigação centra-se em práticas de oratura, memória e movimentos afro diaspóricos.
Informações úteis
O Convento São Francisco prossegue, assim, a programação associada à exposição “Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)”, patente na Galeria Pedro Olayo (filho) até 18 de outubro, com um conjunto de iniciativas que convocam o cinema, a literatura, o pensamento crítico e a reflexão em torno das heranças coloniais, das resistências africanas e das experiências afrodescendentes contemporâneas.
A exposição, com entrada livre, pode ser visitada de quarta a segunda-feira, das 15h00 às 20h00 (última entrada às 19h30).
Toda a programação do Convento São Francisco pode ser consultada em coimbraconvento.pt/pt/agenda/ ou através das redes sociais deste espaço municipal. O Convento São Francisco é um equipamento cultural do Município de Coimbra, integrado na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses e na Rede de Teatros com Programação Acessível.