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20 Julho 2026

Anozero’26 recebeu mais de 25 mil visitantes e reforçou projeção nacional e internacional da Bienal de Coimbra

Anozero’26 recebeu mais de 25 mil visitantes e reforçou projeção nacional e internacional da Bienal de Coimbra

A sexta edição do Anozero – Bienal de Coimbra encerrou no passado dia 5 de julho, depois de quase três meses de programação em oito espaços da cidade. Inaugurada a 11 de abril, a edição de 2026 recebeu mais de 25 mil visitantes, confirmando o crescimento do projeto e o reforço da sua projeção nacional e internacional.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a edição de 2026 afirmou Coimbra como lugar de encontro entre arte contemporânea, arquitetura e comunidade, a partir do tema Segurar, dar, receber. A Bienal reuniu artistas, arquitetos e coletivos nacionais e internacionais, propondo uma reflexão sobre generosidade, simbiose, ajuda mútua e hospitalidade, e sobre diferentes formas de habitar e partilhar o mundo.

 

O Anozero’26 encerrou no dia 5 de julho a sua sexta edição, depois de quase três meses de programação em oito espaços da cidade. Inaugurada a 11 de abril, a Bienal recebeu mais de 25 mil visitantes, reforçando a sua relação com os públicos e a sua projeção nacional e internacional.

 

Com curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli e curadoria assistente de Daniel Madeira, esta edição abriu também caminho para o solo show previsto para 2027, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, e para a edição conjunta com a Manifesta, em 2028.

 

“Projeto maravilhoso”

Para Miguel Antunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que esteve presente na sessão de encerramento, o Anozero é hoje parte da identidade cultural da cidade. “É um projeto maravilhoso, que faz parte da cidade, que faz parte de toda a nossa vivência aqui em Coimbra. Já é um símbolo da cidade e nós, em Coimbra, gostamos dos nossos símbolos. Temos de o preservar e acarinhar”, sublinhou. O vice-presidente destacou ainda esta edição como ponto de partida para o desafio de 2028: “Se até agora foi algo memorável, uma explosão artística e cultural, em 2028 vai ser algo completamente fora de série”.

 

 

Para Carlos Antunes, diretor do CAPC e do Anozero, esta edição confirmou uma “subida sustentada do impacto da Bienal na cidade e na região”, acompanhada por uma projeção inédita. O responsável sublinhou ainda a consolidação da relação entre a Bienal e Coimbra: “Hoje temos uma geração que cresceu com a Bienal. Pessoas que tinham dez anos quando isto começou têm agora mais de 20 anos e cresceram claramente com este ritmo”.

 

Também a Universidade de Coimbra, uma das entidades fundadoras da Bienal, reafirmou o compromisso com o projeto. Para o vice-reitor Delfim Leão, o Anozero representa uma ligação singular entre património, conhecimento e criação contemporânea. “A Bienal de arte contemporânea resolve-nos isto de uma forma notável: não temos que optar entre a tradição e o futuro, é simplesmente colocá-los em conjunto”, afirmou.

 

Tema encontrou eco nos visitantes

Para os curadores, a resposta do público confirmou a forma como o tema encontrou eco nos visitantes. “Parece-me que as pessoas compreenderam a Bienal de uma forma muito alinhada com as nossas ideias e com aquilo que procurámos construir”, afirmou Hans Ibelings. Para John Zeppetelli, o ponto de partida foi sempre a relação entre o conceito e a força das obras apresentadas: “Não queríamos ilustrar o tema de forma didática. Queríamos que o tema estivesse em diálogo com as obras de arte e com as propostas arquitetónicas apresentadas”.

 

Por seu turno, Daniel Madeira destacou o processo de construção desta edição como uma demonstração da crescente proximidade entre Bienal e cidade, bem como a expressiva representação de artistas portugueses. “A forte presença de artistas portugueses permitiu aprofundar os vários assuntos da exposição, mostrando que a sua produção artística participa de forma relevante nas questões que a Bienal procurou colocar”, referiu.

 

Espaços municipais acolheram a Bienal

O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova voltou a ser o núcleo central da Bienal, funcionando não apenas como espaço expositivo, mas como um interlocutor ativo, onde passado e presente se cruzam numa relação de continuidade e de reinterpretação. A partir deste ponto, a Bienal estendeu-se a vários locais da cidade, reforçando Coimbra como território de criação, circulação e partilha cultural.

 

 

Entre os espaços que acolheram a programação destacam-se os edifícios municipais: o Edifício Chiado, a Sala da Cidade e o Convento São Francisco, sublinhando o envolvimento da autarquia neste projeto âncora para Coimbra e para a Região.

 

Na Sala da Cidade, foi apresentada a obra “Stendhal Syndrome” (2024), de Nan Goldin, uma peça de imagem em movimento com cerca de 25 minutos, com banda sonora original do Soundwalk Collective.

 

 

No Convento São Francisco, a Sala do Capítulo acolheu a instalação sonora e escultórica “se estas pedras falassem” (2026), de Maria Trabulo, uma obra que parte dos ecos do espólio do Museu de Raqqa, na Síria, destruído e pilhado durante a guerra entre 2013 e 2017.

 

 

Por sua vez, no Edifício Chiado, a Bienal reuniu obras de vários artistas: Frédéric Bruly Bouabré, Sandro Chia, Colectivo SEM-FIM, Eva Davidova, Mário Macilau, Adriana Molder e João Salema.

 

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