A programação continua já no dia 6 de setembro, às 15h30, com uma nova visita guiada à exposição conduzida pelo curador Miguel Cardina, no âmbito do programa do CEM Portas – O Convento aberto à cidade.
Cinema e literatura em diálogo com a memória colonial
O cinema assume particular destaque no programa de setembro e de outubro. No dia 26 de setembro, às 21h30, é exibido “Nome”, do realizador guineense Sana Na N’Hada. O filme revisita a memória da Guerra Colonial e a juventude do realizador na luta contra o exército português, acompanhando a história de Nome, um jovem que abandona a aldeia para se juntar à guerrilha do PAIGC. Estreado mundialmente no L’Acid, em Cannes, o filme combina ficção e imagens de arquivo da época, num exercício de reflexão sobre o passado e o presente da Guiné-Bissau. A sessão é seguida de uma conversa com o curador Miguel Cardina e Sumaila Jaló, investigador e doutorando em “Discursos: Cultura, História e Sociedade”, pela Faculdade de Letras e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
Conversas com Maíra Zenun e Ondjaki
A programação inclui também novas sessões do ciclo “Um corpo-bagagem na biblioteca imaginada”, com curadoria de Raquel Lima, na Livraria Bruaá. Depois dos encontros realizados em junho e em julho, o ciclo prossegue no dia 30 de setembro, às 18h30, com Maíra Zenun, multiartista, socióloga, cineasta e poeta brasileira, cuja obra cruza arte, representatividade negra, migração, pensamento antirracista e práticas contra-coloniais. Já no dia 14 de outubro, à mesma hora, é a vez do escritor angolano Ondjaki, distinguido com o Prémio José Saramago (2013) e com o Prémio Vergílio Ferreira (2023), partilha o seu olhar sobre literatura, memória e identidade.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do e-mail bilheteira@coimbraconvento.pt, estando a lotação limitada a 25 participantes.
No dia 11 de outubro, às 15h30, realiza-se uma nova visita guiada à exposição com os curadores, permitindo aprofundar as diferentes dimensões da história da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império e o seu papel no contexto político, cultural e estudantil da época.
As atividades da programação associada à exposição são de entrada livre, sujeitas à lotação de cada espaço.
Resultado de uma parceria entre o Convento São Francisco e a Rádio Universidade de Coimbra (RUC), ao longo do mês de setembro, está a ser emitido, na antena da RUC, um ciclo de cinco diálogos que partem da exposição como espaço físico, para um debate sobre o passado e a atualidade.
Informações úteis
A exposição “Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)” é coorganizada pelo Convento São Francisco da Câmara Municipal de Coimbra e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, com curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina. A mostra reúne documentos, fotografias, recortes de imprensa e recursos audiovisuais que evidenciam a relevância política, cultural e intelectual da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império entre 1945 e 1965.
Com entrada livre, a exposição pode ser visitada até 18 de outubro, de quarta-feira a segunda-feira, das 15h00 às 20h00, com última entrada às 19h30.
Toda a programação do Convento São Francisco pode ser consultada em coimbraconvento.pt/pt/agenda/ e através das redes sociais deste espaço municipal. O Convento São Francisco é um equipamento cultural do Município de Coimbra, integrado na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses e na Rede de Teatros com Programação Acessível.