A Casa da Escrita registou, até ao final de agosto de 2026, um total de 1.802 visitantes e público, num crescimento muito expressivo face ao período homólogo do ano passado. Os números foram anunciados por Margarida Mendes Silva, na sua intervenção inicial da Reunião de Câmara de hoje, dia 7 de setembro.
Tal como explicado pela vereadora da Cultura, os números traduzem uma evolução muito significativa da procura e da atividade desenvolvida pela Casa da Escrita, que, em 2026, entrou num novo ciclo na estratégia cultural da CM de Coimbra, com o objetivo de devolver ao espaço uma maior centralidade enquanto lugar de cultura, de criação, de reflexão e de partilha de conhecimento.
Reforço e diversificação da programação
A nova dinâmica tem sido acompanhada por um reforço e pela diversificação da programação, procurando aproximar a Casa da Escrita de diferentes públicos e criar uma maior regularidade na utilização do equipamento municipal. Até ao momento, a programação tem vindo a cruzar literatura, pensamento, música, cinema, artes e atividades dirigidas ao público infantojuvenil, através de diferentes ciclos e iniciativas, em articulação com criadores, estruturas culturais e outros parceiros.
Esta estratégia corresponde à intenção de fazer regressar a Casa da Escrita à sua vocação original. A programação do primeiro semestre contou com seis eixos programáticos, que já integraram diferentes ciclos e propostas, com curadoria de Cristina Robalo Cordeiro, de João Gobern e da Associação Cultural e Artística Grande Coisa!, entre outros parceiros.
A programação de verão contribuiu também para reforçar a dinâmica do equipamento, através de um calendário regular de iniciativas que procurou valorizar não apenas a Casa, mas também o seu jardim enquanto espaço de fruição cultural. Concertos de verão com jovens talentos, a iniciativa “Mercearia dos Livros”, o programa “Casa da Escrita – Onde as histórias espreitam!”, dirigido ao público infantojuvenil, integraram a programação dos meses de julho e de agosto.
A Casa da Escrita integrou ainda, pela primeira vez, a programação do “Verão a Dois Tempos”, com sessões de cinema ao ar livre, em coorganização com a Fila K Cineclube, e o Ciclo Café-Longo, promovido em coorganização com a Blue House. Esta programação, para além de reforçar a articulação com agentes culturais da cidade, alargou o leque de propostas disponíveis no equipamento municipal.
No campo expositivo, destacou-se a exposição «“Este livro de reles estofo” – A censura à literatura durante o Estado Novo», realizada em parceria com a associação cultural Ephemera, bem como “LoveSong”, do fotógrafo português Álvaro Rosendo.
Tendência de crescimento da atividade e da participação
A evolução registada até agosto confirma, assim, uma tendência de crescimento da atividade e da participação na Casa da Escrita, evidenciando o impacto de uma programação mais regular, diversificada e aberta a diferentes parceiros e públicos.
Com esta nova dinâmica, a CM de Coimbra pretende consolidar a Casa da Escrita como um espaço cultural vivo, de encontro e de participação, valorizando a sua identidade e potenciando a sua relação com a cidade e com os seus públicos.
A trajetória de crescimento e de dinamização da Casa da Escrita deverá manter-se nos próximos meses, com uma programação que vai continuar a apostar na regularidade e na diversidade das propostas e que vai integrar novas iniciativas, reforçando a atratividade deste equipamento municipal e a sua relação com diferentes públicos.