O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, assinou hoje, na Sala de Sessões, contratos de trabalho socialmente necessário com 11 pessoas, no âmbito da medida “Contrato Emprego-Inserção” (CEI), promovida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), I. P.. No total, a autarquia vai efetivar 30 CEI, possibilitando que pessoas em situação de desemprego possam otimizar as suas competências socioprofissionais, mantendo contacto com o mercado de trabalho. Os novos contratados vão trabalhar, durante o período de um ano (o máximo permitido pelo programa), na área de apoio à infância da responsabilidade do município.
Onze desempregadas, inscritas no IEFP, assinaram, hoje, contratos no âmbito da medida CEI com a CMC, para trabalharem em vários Jardins de Infância da rede pública do município, reforçando a guarda, vigilância e a animação das crianças que frequentam as Atividades de Animação e de Apoio à Família, bem como a higienização de espaços, materiais e instalações. “Sejam bem-vindas. Espero que todas se sintam realizadas profissionalmente”, afirmou Manuel Machado, no fim de formalizar os CEI.
As novas colaboradoras da autarquia beneficiam de subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego do IEFP (condições exigidas pela medida CEI) e vão agora usufruir ainda, como compensação, de uma bolsa complementar de 83,84 euros por mês, de subsídio de alimentação por cada dia de atividade no valor de 4,27 euros (valor correspondente à generalidade dos trabalhadores da autarquia), das despesas de transporte entre a residência habitual e o local de atividade (caso a autarquia não assegure esse transporte), de um seguro que cobre os riscos que possam ocorrer durante e por causa do exercício das atividades integradas neste projeto e de quatro dias por mês para se dedicarem à procura ativa de emprego. Todos estes encargos são suportados pela entidade promotora, a CMC.
O CEI é uma medida do IEFP que “consiste na realização de trabalho socialmente necessário, isto é, a realização de atividades que satisfaçam necessidades sociais ou coletivas temporárias por desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P.”, pode ler-se no site do IEFP. As atividades a desenvolver devem ser relevantes para a satisfação de necessidades sociais ou coletivas e não devem visar a ocupação de postos de trabalho. O objetivo da medida, que tem a duração máxima de um ano, é promover a empregabilidade de pessoas em situação de desemprego, melhorando as suas competências socioprofissionais, através do contacto com o mercado de trabalho, e fomentar o contacto dos desempregados com outros trabalhadores e atividades, evitando o risco do seu isolamento, desmotivação e marginalização.
Já no final de setembro, foram assinados outros seis contratos de trabalho socialmente necessário, no âmbito da medida CEI, e faltam ainda celebrar mais 13 para a mesma finalidade. Isto é, ao todo, são 30 contratos que a autarquia vai celebrar no âmbito da medida CEI, para trabalho socialmente útil na área de apoio à infância da responsabilidade do município.