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25 Setembro 2018

CM Coimbra aprova intenção de reconhecer Solar Residência de Estudantes Açoreanos como entidade de interesse histórico

CM Coimbra aprova intenção de reconhecer Solar Residência de Estudantes Açoreanos como entidade de interesse histórico

O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra aprovou, na sua reunião de segunda-feira, o eventual reconhecimento do Solar Residência de Estudantes Açoreanos como entidade de interesse histórico e cultural ou social local. A decisão será agora submetida a um período de consulta pública de 20 dias. O executivo municipal aprovou, também, o reconhecimento da Real República dos Pyn-Güyns como entidade de interesse histórico e cultural ou social local. Recorde-se que esta República viu a sua candidatura ser aprovada pelo executivo camarário no dia 2 de julho, não tendo dado entrada na CM Coimbra qualquer sugestão durante o período de consulta pública.

O Solar foi fundado em 1962, por um grupo de estudantes universitários, antigos alunos do Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, com o objetivo de manter os laços de solidariedade entre gerações de açorianos que escolhessem a Universidade de Coimbra para a sua formação. A casa albergou estudantes de todo o mundo, na sua maioria açorianos. O Solar Residência de Estudantes Açoreanos situa-se na zona tampão de especial proteção do conjunto da Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, o conjunto histórico-cultural classificado como Património Mundial da UNESCO.

O Solar apresenta evidências na maioria dos parâmetros exigidos na lei, tais como a longevidade, o significado para a história local, o património artístico, o acervo (de bens materiais e documentos), a existência como referência local e a necessidade de salvaguarda do património imaterial e de divulgação, pelo que os serviços municipais propuseram a validação da sua candidatura, que foi aprovada, ontem, pelo executivo municipal.

Na mesma reunião foi ainda aprovado o reconhecimento da Real República dos Pyn-Güyns como entidade de interesse histórico e cultural ou social local, nos termos e para efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 6º da Lei n.º 42/2017, de 14 de junho. A Real República dos Pyn-Güyns, que teve início em 1954 e um forte impacto na história local (já que a sua sala de jantar serviu para muitas reuniões durante a Crise Académica de 1969), viu a sua intenção de candidatura ser aprovada, no dia 2 de julho, pelo executivo camarário, não tendo dado entrada na CM Coimbra qualquer sugestão ou participação no âmbito do período de consulta pública.

Recorde-se que a CM Coimbra aprovou, na sua reunião de 5 de março, uma ficha de candidatura para a instrução de processos de reconhecimento e proteção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local, de forma a auxiliar os estabelecimentos que pretendessem ver efetivado esse reconhecimento. O objetivo passa, pois, por simplificar o procedimento, para que os estabelecimentos que se enquadrem nas categorias previstas na lei possam desencadear, com maior celeridade e simplicidade, o seu processo de pedido de reconhecimento como entidade de interesse histórico e cultural ou social local.

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