O Convento São Francisco recebeu o último dia do seminário “Europa de Cidades, Europa de Cultura”, que reuniu cidades-irmãs de Coimbra em torno de uma reflexão sobre o estabelecimento de um cooperação e mobilidade europeia, com o pretexto da candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027. A vereadora da Cultura destacou a “intensa e rica atividade cultural” que hoje se vive em Coimbra, acreditando que para isso “muito contribui a classificação da Universidade, Alta e Sofia como Património Mundial, a abertura ao público do Convento São Francisco, onde nos encontramos, e a notável prestação dos agentes culturais que aqui desenvolvem o seu trabalho, de forma independente ou em articulação com a Câmara Municipal”.
Carina Gomes salientou ainda que a cidade possui uma “invejável rede de equipamentos culturais” e que a candidatura pretende ser “agregadora e mobilizadora”. A vereadora recordou o fortalecimento da relação com os agentes culturais do concelho. “Com os seus contributos, alterámos radicalmente o modelo de Apoio Financeiro Municipal e reforçámos muito significativamente a dotação da cultura no orçamento global da Câmara Municipal”, disse a vereadora, que de seguida elencou os principais eventos que fazem parte da agenda cultural da cidade e que têm ganho escala regional, nacional e internacional.
Por seu turno, Luís de Matos lembrou que Coimbra “é cidade histórica e com história” e um “prestigiado centro de ensino e do conhecimento”. “Uma cidade cultural e de cultura, não apenas enquanto centro de cultura e património, mas acolhedora e promotora de experimentação e de vanguardas. A Universidade de Coimbra possui o maior número de estudantes estrangeiros no país”, sublinhou o mágico, explicando que “de todos os estudantes que visitam Portugal para estudar, 50% fazem-no em Coimbra”.
O coordenador do Grupo de Trabalho da candidatura salientou que “esta candidatura exige ainda a implicação da região Centro do país como área geográfica abrangida pelo evento”, assinalando quer a localização geográfica “privilegiada” de Coimbra “com a centralização do território”, quer a proximidade marítima, entre outros aspetos de natureza histórica cultural e patrimonial.
Luís de Matos disse ainda que a candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027 pressupõe, entre outras intervenções, a “requalificação do património arquitetónico da cidade e a sua fruição qualificada por parte de todos os que nela vivem” e que se inscreve “numa longa trajetória histórica e cultural que tornou Coimbra, ao longo de séculos e até aos dias de hoje, uma cidade atrativa para cidadãos de todas as idades”.
CM Coimbra / LUSA