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19 Fevereiro 2016

Canção de Coimbra começou a ser debatida na Torre de Anto

O Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, que funciona na Torre de Anto, recebeu hoje, dia 19 de fevereiro, a primeira de oito palestras programadas para este ano, sobre o tema genérico “Canção de Coimbra: Cultores e Repertórios”.

Uma iniciativa que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) está a organizar, com o intuito de divulgar as diferentes temáticas exploradas naquele núcleo, e que vai decorrer até outubro.

“O passado e o presente da canção de Coimbra como oferta turística” foi o tema desta primeira palestra, que teve como orador Rodrigues Costa, ex-diretor do Departamento de Cultura da CMC. A necessidade de promover a canção de Coimbra, mas respeitando a sua genuinidade e a autenticidade, foi a grande conclusão desta primeira palestra.

Rodrigues Costa tem uma opinião muito clara sobre a canção de Coimbra enquanto oferta turística. O ex-diretor do Departamento de Cultura da CMC defende que a canção de Coimbra se enquadra nas motivações dos turistas modernos, que pode ser parte relevante das experiências que esses turistas procuram na cidade e constituir um atrativo turístico para Coimbra mas, sublinha, primeiro que tudo, é preciso perceber o que os turistas procuram na cidade e o que pensam sobre a canção de Coimbra. “Um estudo que deveria ser feito”, argumentou. Além disso, é preciso promover o fado de Coimbra, disse, “mas respeitando-o”, “é preciso fazê-lo em condições, respeitando a sua autenticidade”, salientou.

Uma afirmação que surgiu já em período de debate, após a intervenção do reconhecido historiador do fado de Coimbra, Jorge Cravo. “A autenticidade e a tradição da canção de Coimbra têm de ser mantidas. Há cultores da canção de Coimbra que vão a reboque do fado de Lisboa. Não devemos adulterar o produto, não podemos perder a sua tradição. Caminhar em direção à modernidade sim, mas cumprindo regras”, defendeu Jorge Cravo.

“A Câmara deveria criar uma iniciativa que possibilitasse existir, por exemplo, às segundas, quartas e sextas, às xis horas, uma oferta de fado genuíno e autêntico”, acrescentou Rodrigues Costa.

“A Câmara não se pode substituir aos grupos de fado. Proponham iniciativas, que a Câmara Municipal de Coimbra apoiará, como tem apoiado todos os eventos de interesse cultural para a cidade”, respondeu, em jeito de desafio, a vereadora da Cultura da CMC, Carina Gomes, concordando que é sempre possível “fazer mais e melhor pelo fado de Coimbra e pela sua autenticidade”.
“É por isso que estamos aqui neste espaço, que estamos a realizar este ciclo de palestras, a investir num programa educativo para este núcleo e muitas outras ideias que temos pensado para a promoção da canção de Coimbra e que irei debater convosco”, afirmou a vereadora, defendo a importância de eventos como este. “Esta partilha de opiniões, de críticas, de sugestões é muito importante, aprendemos com esta iniciativa”, afirmou, agradecendo a todos a presença no evento e em especial a Rodrigues Costa, por aceitar o convite da CMC.

Esta foi a primeira iniciativa do evento “Canção de Coimbra: Cultores e Repertórios”. Um ciclo de oito palestras organizado pela CMC, com o objetivo de promover este género musical enraizado na cultura urbana da cidade, que projetou o nome de Coimbra internacionalmente. A próxima palestra tem como tema “O papel pioneiro na afirmação do Soneto na Canção de Coimbra”, é dedicada ao cultor Armando Goes e à celebração dos 110 anos do seu nascimento, e terá Jorge Cravo como orador. Uma iniciativa de entrada livre, que está marcada para terça-feira, dia 1 de março, pelas 18h00, na Torre de Anto.

 

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