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3 Fevereiro 2016

Manuel Machado diz que chega de estudos sobre o Metro Mondego

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, disse ontem, 2 de fevereiro, que o Sistema de Mobilidade do Mondego “não pode continuar a ser vítima de estudos em cima de estudos, para fazer mais estudos”.

“Já está estudado que chegue e basta. É preciso que entre no terreno para transportar pessoas e por isso tem de ser desenguiçado”, defendeu, em declarações aos jornalistas, na Figueira da Foz, à margem da sessão de apresentação do Plano de Dinamização de Investimento de Proximidade. 
Manuel Machado considerou que falta uma “decisão política” para fazer avançar o processo e que os autarcas da região (Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã) estão abertos a discutir “se é em carril ou outra solução tecnologicamente compatível”. “O que é mesmo preciso é transportar pessoas. Foi criada uma expectativa que até agora não se concretizou e é preciso passar à etapa seguinte, concretizando”, alegou Manuel Machado, revelando que os autarcas vão reunir “de novo” com o ministro para, “de forma conclusiva, escolher o caminho a seguir”.
No mesmo local e à margem do mesmo encontro, e também em declarações aos jornalistas, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse que que o Governo quer “desencravar” o Sistema de Mobilidade do Mondego num prazo de alguns meses, mas sem adiantar, para já, uma solução. “Houve demasiadas promessas, efetivamente não aconteceu nada nos últimos quatro anos, nós queremos ver se desencravamos esse processo em alguns meses. Estamos a estudar as soluções para que elas possam avançar decididamente”, disse Pedro Marques. Ainda “não há uma decisão final”, admitiu.
Já na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado afirmou que este organismo defende, “há longo tempo”, que os financiamentos para assegurar a contrapartida nacional dos fundos comunitários não devem interferir com a capacidade de endividamento das autarquias. “É uma situação extraordinária e uma despesa que decorre de uma obrigação nacional de contrapartida de 15%, em geral. É necessário, eventualmente, recorrer a empréstimos e, nesse caso, não é justo que isso agrave a situação de limites de endividamento de uma autarquia”, vincou Manuel Machado.

Lusa/CMC

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