Uma ambição veiculada hoje pelo presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, na conferência de imprensa de apresentação do espaço, que decorreu esta tarde, no café-concerto do Convento São Francisco. “A partir de agora, nem Coimbra nem o país vão ficar iguais”, concluiu.
“É uma estrutura que, pela sua vocação, ultrapassa os limites da cidade e da região. Pela sua dimensão, pela última geração tecnológica dos seus equipamentos e pela visão do que vai ser a programação artística ao longo dos anos, o Convento São Francisco significa uma nova centralidade cultural em Portugal”, afirmou Manuel Machado, acrescentando: “Com o Convento São Francisco, Coimbra – e com ela a Região Centro – passa a ter um equipamento que lhe dá possibilidade de estar no centro da inovação cultural portuguesa e europeia.”
E o objetivo é que o Convento São Francisco passe a competir e, nalguns casos, a ser parceiro, de espaços como Centro Cultural de Belém ou Serralves. “Tal como esses dois espaços contribuíram para notabilizar Lisboa e o Porto, também o Convento São Francisco servirá para valorizar Coimbra como centro cultural que é há muitos séculos – uma cidade de experiências ligadas às artes, ao património, aos espetáculos, à ciência e ao conhecimento”, referiu ainda o presidente da CMC, argumentando que o convento é dos poucos espaços em Portugal que reúne “as caraterísticas de grande sala de espetáculos, de grande área expositiva e de grande centro de congressos”.
Mas para que tudo isto se concretize é essencial uma programação capaz de trazer público ao espaço. E, para que isso aconteça, será decisivo, sublinhou Manuel Machado, “o que vai ser feito”. “Será o espírito das exposições que por aqui vão passar. Será o arrojo dos espetáculos que, sem este projeto, não passariam, nem pela Região Centro, nem em muitos casos por Portugal. Será a capacidade de trazer aqui – mas também de construir, nas suas próprias residências artísticas – o insólito, o provocador, o que de mais desafiante tiver a produção artística mundial nos próximos anos” que vai fazer a diferença, considerou.
A estratégia passa, então, por uma programação arrojada, diferenciadora, capaz de colocar Coimbra e a Região Centro no circuito mundial das artes de espetáculos (ver notícia sobre programação e bilheteira), o que se pode antever já pelos primeiros meses de programação, com espetáculos como o Novo Circo, Michael Nyman, Benjamin Clementine, Maria Rita ou Takami Nakamoto.
Mas não só. Passa também por reunir a cidade e os seus agentes em torno do Convento São Francisco. “É importante que fique sublinhando que o Convento São Francisco é um complexo de convergência e inclusão. Todos têm o seu lugar. Todos têm a sua função. Todos têm a sua vocação”, afirmou ainda Manuel Machado, considerando essencial o contributo de todos; pessoas, instituições, entidades e associações da cidade na construção deste projeto.
“Coimbra é uma cidade que, ao longo de toda a sua história, se especializou em receber pessoas, em atrair pessoas para que estas se enriquecessem durante a sua permanência na cidade. Hoje Coimbra tem mais uma razão – e uma razão forte, estimulante – para que as pessoas venham cá – e cá fiquem”, concluiu o presidente da CMC, na conferência de imprensa que contou também com a presença da vereadora da Cultura, Carina Gomes, e do consultor para a programação do Convento São Francisco, João Aidos.
Leia aqui o discurso do presidente da Câmara Municipal de Coimbra