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24 Outubro 2016

Via Central viabilizada é o primeiro passo para o Sistema de Mobilidade do Mondego

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e a Metro Mondego (MM) assinaram hoje, no Salão Nobre dos Paços do Município, na presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, um protocolo que possibilita à CMC avançar com o projeto da Via Central. “Este protocolo é importante (…) e permite-nos ver o Sistema de Mobilidade do Mondego a arrancar para o terreno”, afirmou Manuel Machado. “Quero igualmente salientar que a Via Central, agora viabilizada, deve ser entendida como o primeiro passo para a implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego”, assegurou, por sua vez, Guilherme W. d’Oliveira Martins.

O texto do protocolo, que possibilita à CMC avançar com o projeto da Via Central, já tinha sido analisado na última Assembleia Geral da MM, realizada no dia 6 de setembro, tendo sido aprovado por unanimidade. Hoje, com a assinatura do documento, a Via Central fica viabilizada. “O protocolo que acabámos de outorgar com o senhor secretário de Estado das Infraestruturas – e é uma honra a sua presença neste ato, porque para nós ele é muito importante – possibilita a abertura do corredor de circulação, em condições que constam no projeto, garantindo que qualquer que seja a opção tecnológica do sistema de mobilidade, ela será acolhida sem quaisquer reservas”, garantiu Manuel Machado. 

O presidente da CMC lembrou que as demolições realizadas pela MM em 2015 criaram uma “chaga física, urbana e humana no coração da cidade de Coimbra”, que é urgente reparar e recordou que “este não é só um problema de Coimbra”. “Lousã e Miranda do Corvo têm sofrido intensamente pelas operações que foram desencadeadas e não foram concluídas”, acrescentou. Manuel Machado defendeu, por isso, a importância das operações de regeneração urbana que se iniciaram, na semana passada, nesta área debilitada da cidade, considerando urgente recuperar a zona central da Baixa de Coimbra. 

“A Câmara Municipal assume, assim, a responsabilidade da construção da via destinada ao corredor do sistema de mobilidade”, avançou o presidente da CMC, considerando que “esta intervenção, que não é pacífica na cidade, é uma operação de grande importância”. “Ela é conjugada com a regeneração urbana que foi desencadeada e permitirá melhorar esta área central da cidade do ponto de vista urbano e isto é absolutamente importante para a vida de Coimbra e para quem nos visita”, concluiu o presidente da CMC, garantindo que serão cumpridos todos os requisitos, o projeto do arquiteto Gonçalo Byrne e que, inclusive, já foi efetuada uma redução da área de demolição, para procurar preservar o património edificado.

Já o secretário de Estado das Infraestruturas referiu que o protocolo “hoje assinado, entre a sociedade Metro Mondego e a Câmara Municipal de Coimbra, permitirá que a autarquia concretize uma relevante conexão entre a avenida Fernão de Magalhães e a Rua da Sofia, o que contribuirá de forma decisiva para a requalificação de uma zona muito relevante da Baixa de Coimbra e que apresenta, atualmente, níveis elevados de degradação”. “A Via Central deve ser entendida como o primeiro passo de intervenção no âmbito da futura implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego”, assegurou, ainda, Guilherme W. d’Oliveira Martins.

Sistema de Mobilidade do Mondego à espera de estudo do LNEC

O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) está à espera das conclusões de mais um estudo, este elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e que deverá ser apresentado em janeiro de 2017. Um estudo absolutamente necessário, sublinhou o secretário de Estado das Infraestruturas, uma vez que a solução para o SMM apresentada pelo Governo anterior, à Comissão Europeia (CE), foi recusada, explica, “pelo facto da Comissão Europeia considerar o projeto financeiramente inviável. A Comissão Europeia apresentou fortes dúvidas do ponto de vista da análise custo-benefício, muito especificamente ao nível das estimativas da procura, tendo proposto uma revisão dos estudos”.

Manuel Machado disse saber que está a decorrer o estudo, “para avaliar o processo e reanalisar as condições de exequibilidade do projeto”, mas deixou bem claro que, para a autarquia, “exequibilidade é pôr a funcionar o SMM, de modo adequado, para transportar pessoas”. “O SMM tem tanto tempo e já tanto dinheiro gasto, mais de 100 milhões de euros, que seria uma enorme leviandade não assumirmos isto com frontalidade e executarmos o que é possível executar”, afirmou o autarca, referindo-se, ainda, ao projeto da Via Central. 

Manuel Machado defendeu também a inclusão da ligação à estação Coimbra B e da ligação entre a zona central de Coimbra até aos Hospitais da Universidade no SMM, para que esse sistema seja “exequível” e tenha, como dizem ser necessário, “sustentabilidade financeira”, bem como salientou a importância de existir uma articulação estratégica entre o SMM e os Serviços Municipais de Transportes Urbanos de Coimbra.

“Estamos disponíveis para encarar qualquer das soluções que venham a ser escolhidas, pela experiência que os serviços municipais têm, que a Câmara Municipal tem, pelo facto de ter uma empresa de transportes. Mas, ao mesmo tempo, importa ponderar a empresa Metro Mondego. Estamos abertos a qualquer das soluções desde que seja para resolver e fazer”, acrescentou ainda o presidente da CMC. O secretário de Estado referiu, pois, que “os resultados do estudo do LNEC irão igualmente contribuir para a definição do futuro modelo de gestão e de concessão do sistema de mobilidade a implementar”.

“A celeridade com que estamos a assinar este protocolo expressa bem o empenho do Governo de, em permanente diálogo com os autarcas, desbloquear de vez este dossier, de forma a corresponder de modo positivo aos justos anseios da população dos três concelhos envolvidos”, concluiu Guilherme W d’Oliveira Martins, manifestando o desejo “de que o espírito de diálogo e de grande pragmatismo com que trabalhámos, Governo, CCDR, autarcas, sociedade Metro Mondego, se mantenha”. “Os beneficiários serão, seguramente, aqueles para quem trabalhamos, a população dos concelhos envolvidos.”, concluiu o secretário de Estado, agradecendo o convite e amabilidade com que foi recebido.

 

 

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