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8 Maio 2018

CMC avança com reconhecimento de 64 postos de trabalho no âmbito da regularização extraordinária dos vínculos precários

CMC avança com reconhecimento de 64 postos de trabalho no âmbito da regularização extraordinária dos vínculos precários

O executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) aprovou, por maioria (com o voto contra do vereador Paulo Leitão, do PSD, e as abstenções dos vereadores do movimento Somos Coimbra), na sua reunião de ontem, uma proposta de reconhecimento de 64 postos de trabalho identificados como consubstanciando necessidades permanentes dos serviços sem o adequado vínculo jurídico, no âmbito do Processo de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP) criado pelo Governo.

A CMC vai assim avançar com a regularização extraordinária dos vínculos precários. Depois do período de apresentação de requerimentos por parte de pessoas que desempenharam funções correspondentes a necessidades permanentes de serviço na CMC, ao abrigo de vínculos precários, de Contratos de Emprego e Inserção Profissional e de estágios profissionais, a autarquia reconhece agora 64 postos de trabalho referenciados e fundamentados como necessidades permanentes dos serviços pelos respetivos dirigentes. Destes, 21 são para postos de trabalho da carreira de técnico superior e 43 da carreira de assistente operacional.

Para efeitos de abertura dos respetivos procedimentos concursais para a regularização extraordinária, o executivo camarário deverá agora propor à Assembleia Municipal a alteração ao Mapa de Pessoal, que deverá ser aumentado em número estritamente necessário para corresponder às necessidades permanentes reconhecidas pela CMC, ao abrigo do artigo 5.º, n.º 2 da Lei n.º 112/2017, de 29 de dezembro.

Recorde-se que o primeiro levantamento dos “postos de trabalho correspondentes a necessidades permanentes de serviços (…), que no período de 1 de janeiro a 4 de maio de 2017 se encontravam ocupados por trabalhadores, com sujeição ao poder hierárquico e sem o adequado vínculo jurídico” foi efetuado o ano passado pela CMC, a pedido da Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL), para integrar o Relatório dos Vínculos Precários na Administração Local, solicitado no âmbito da Resolução do Conselho de Ministros n.º 32/2017, de 28 de fevereiro. Esse levantamento serviu para fornecer informações que pudessem integrar o relatório geral, de âmbito nacional, elaborado pela DGAL, e não tem carater vinculativo, de acordo com o diploma que rege o PREVPAP, pelo que a CMC avançou com o procedimento através da abertura de uma fase prévia de reconhecimento dos postos de trabalho abrangidos por este programa.

O PREVPAP surge da meta do Governo assente numa “política clara de eliminação progressiva do recurso a trabalho precário e a programas de tipo ocupacional no setor público como forma de colmatar necessidades de longa duração para o funcionamento dos diferentes serviços públicos”, lê-se no site do referido programa. Estas e outras informações estão disponíveis em https://www.prevpap.gov.pt/.

 

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