“O PDM [Plano Diretor Municipal] de Coimbra tem de ser respeitado”, alertou Manuel Machado, durante a sessão de hoje do executivo municipal, pouco depois de ter tido “conhecimento, através da agência Lusa”, de que a administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) propôs ao Ministério da Saúde que a nova maternidade seja construída no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
Salientando que a zona dos HUC está sobrecarregada de tráfego, sem capacidade de estacionamento e sob forte pressão urbanística, Manuel Machado voltou a defender que “a solução exequível” para instalar a nova maternidade é na área do “Hospital dos Covões, na Quinta dos Vales”, na margem esquerda do Mondego. No Hospital dos Covões (que, tal como os HUC e outros estabelecimentos, integra o CHUC), “há um edifício disponível”, embora precise, “naturalmente, de ser reabilitado”, disse Manuel Machado, destacando que a localização nos HUC implica a construção de um edifício de raiz, “ao que parece” na área das urgências.
“Não pactuarei com esta solução”, assegurou, ainda, afirmando que “não acompanha nem quer acompanhar” o CHUC nesta posição, resultante de “estudos feitos à última hora” e de valia científica que questiona, pois, deixou claro, nenhum estudo foi presente à CM Coimbra. “É inaceitável” que este processo “seja tratado deste modo, sem que a Câmara”, que é “a entidade responsável pelo ordenamento do território, seja ouvida”, concluiu.
Também o vereador Francisco Queirós, se referiu ao assunto, para subscrever “na íntegra as palavras” do presidente do município. “Não faz qualquer sentido mais uma unidade de saúde naquele espaço [dos HUC] que, do ponto de vista urbanístico, já é demasiado complicado”, sublinhou Francisco Queirós.
Já o vereador Paulo Leitão teme que o anúncio feito hoje seja mais uma manobra de diversão sobre a nova maternidade em Coimbra, que “é urgente” e não pode continuar a ser adiada.
LUSA / CM Coimbra