O autarca, que falava após uma reunião com a secretária de Estado da Proteção Civil, em Coimbra, que seguiu para Santo Varão (Montemor-o-Velho), adiantou que “há uma ligeira diminuição do caudal do rio abaixo já dos 2.000 metros cúbicos por segundo”.
“Ainda que se desejem que as descargas sejam controladas [das barragens da Aguieira e das Fronhas], embora no caso da bacia do rio Ceira não seja possível controlar nada, uma descarga instantânea pode, num tempo extremamente rápido, alterar tudo”, frisou.
O autarca acrescentou ainda que a operação de proteção de pessoas e bens nas freguesias de São Martinho, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila vai continuar durante a noite, depois de uma solicitação do município para que as pessoas deixassem as suas habitações, numa atitude preventiva, na sequência do previsível aumento do caudal do rio, anunciou a estrutura, em comunicado.
“Informa-se que a Proteção Civil Municipal está a solicitar à população das povoações de Bencanta; Espadaneira; Pé de Cão; Casais do Campo; Carregais; Taveiro; Ribeira de Frades; Vila Pouca do Campo; e Ameal (indicativamente entre a Linha Ferroviária do Norte e o Rio Mondego) a acondicionar algum material, acautelar os seus bens e a preparar a evacuação”, refere uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.
A decisão, de acordo com o município, “deve-se à informação transmitida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) à Proteção Civil Municipal de que o caudal do Rio Mondego, que atualmente está com 2125 m3/s no Açude-Ponte, irá intensificar nas próximas horas, existindo gravidade extrema de cheias e inundações nesta área geográfica”.
Segundo o presidente do município, Manuel Machado, a operação está a correr bem e a esmagadora maioria das pessoas está a compreender “que a Câmara está a tentar protegê-las de um perigo e não existem resistências relevantes”.