“Não haverá levantamento de carris, sem alternativa viável e utilizável para servir a população”, afirmou José Manuel Silva, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra, que falava durante a reunião do executivo, que teve lugar ontem, no Salão Nobre do Município.
No período antes da ordem do dia, o vereador da CDU, Francisco Queirós, criticou o fim previsto da ligação ferroviária entre Coimbra-A e Coimbra-B, preconizada no projeto de implementação do MetroBus.
O presidente da Câmara frisou que é um defensor da ferrovia, mas que o projeto está “em andamento” e manter MetroBus e ferrovia no mesmo espaço “não seria minimamente sustentável”.
Apesar de Francisco Queirós alertar que em horas de pico chegam a utilizar aquela ligação 600 pessoas num espaço de dez minutos, José Manuel Silva considerou que “não há indícios de que os utilizadores” das duas estações “sejam prejudicados”, de acordo com aquilo que tem sido apresentado pela Metro Mondego e pelo Governo.
A vereadora Ana Bastos, com a pasta dos Transportes e Mobilidade, salientou que foi uma “voz crítica da solução implementada”, defendendo uma variante pela avenida Fernão de Magalhães, mas que a solução está aprovada e que pôr os dois sistemas a funcionar “seria um suicídio do ponto de vista económico”.
“Temos que garantir que a empreitada é executada a tempo de irmos buscar os fundos europeus. Não há tempo para reponderarmos”, frisou, recordando que os fundos associados a este projeto têm de ser executados até 2022.
Na mesma reunião, o presidente da CM de Coimbra afirmou também que será encomendado um estudo para avaliar se o processo de descentralização terá impacto financeiro para a autarquia, realçando que outros municípios já fizeram essa avaliação e concluíram que “há um défice” entre a transferência financeira associada à descentralização e as despesas municipais.
LUSA / CM Coimbra