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26 Julho 2022

José Manuel Silva: “Esta semana foi uma semana importante para Coimbra”

Intervenção do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, na Reunião de Câmara de 25 de julho.

Esta semana foi uma semana importante para Coimbra.

 

Começo por assinalar o enorme progresso no processo da descentralização com o acordo assinado entre a ANMP e o Governo, na passada sexta-feira.

 

Para se perceber melhor o impacto nos orçamentos camarários, vale a pena referir que o valor a pagar por refeição escolar passou de 1,43 para 2.75 euros por refeição, praticamente o dobro. Porém, convém recordar que a CMC está a pagar 2.93 euros, pelo que iremos continuar a acompanhar esta matéria. Depositamos as nossas esperanças na flexibilidade do Fundo de Financiamento à Descentralização, mas ainda temos de aguardar que sejam publicadas as Portarias que concretizam estes novos entendimentos, e quais os seus exatos textos. Além disso, o acordo só diz respeito a 2023, estando ainda por perceber se o Governo pretende, ou não, compensar as autarquias pelos enormes prejuízos de 2022 na área da Educação, pelo que continuaremos numa expetativa armada.

 

Mas o mais importante que deve ser salientado é que esta melhoria muito significativa nos meios financeiros colocados pelo Governo para financiar o processo de descentralização, sem impactar demasiado negativamente nas autarquias, em primeiro lugar demonstra a nossa razão quando, no passado, contestámos a pressa, a forma e a má preparação como estava a ser implementada a descentralização, em segundo lugar, este progresso resultou da intensa contestação dos autarcas, contestação essa que foi mais visível na intensidade do debate desencadeado pelo presidente da Câmara do Porto, mas em que a Câmara de Coimbra, em boa hora, esteve na linha da frente no processo de luta.

 

De alguma forma, esta também é uma grande vitória de Coimbra e das nossas posições e vem confirmar que, ao contrário do que afirmaram aqueles que se preocupavam mais em defender o Governo do que as autarquias e os interesses da Câmara de Coimbra, toda a contestação e a ameaça de abandono da ANMP não enfraqueceram, bem pelo contrário, fortaleceram a ANMP no processo negocial, ajudaram e obrigaram a conduzir aos resultados finais que aqui saudamos parcialmente.

 

Esperamos agora que nos seja enviada pela ARS, para vermos o que lá virá, uma nova proposta de minuta de acordo para a transferência de competências na área da Saúde.

 

Todavia, há ainda um longo caminho a percorrer, nomeadamente na área Social, mas também em outras, como as vias rodoviárias e os imóveis do Estado, sem esquecer o processo de desconcentração do país, pois continuaremos a exigir que algumas entidades sejam transferidas para Coimbra, como, entre outras, o TC, o STA, e a DGS.

 

À laia de compensação pelos prejuízos já sofridos, esperamos que o Estado ceda gratuitamente à Câmara de Coimbra o edifício do velho Hospital Pediátrico e o antigo Quartel-General da Rua Antero de Quental, para que os possamos reabilitar, visto que para ambos temos projetos. Para estes e para outros.

 

 

Mesmo não sendo o projeto que desejávamos, como já referimos em diversas ocasiões, também na passada sexta-feira, com a honrosa presença do senhor Primeiro-Ministro e do senhor Ministro das Infraestruturas e Habitação, foi dado mais um passo relevante para o desenvolvimento do sistema de transportes de Coimbra, rumo ao futuro, que queremos assinalar e saudar, com a consignação da Linha do Hospital, o trecho mais urbano do Sistema da Metro Mondego.

 

Naturalmente, aproveitámos esta oportunidade para apresentar a reforma do modelo de gestão dos Transportes Urbanos de Coimbra, para pedir mais apoio para os SMTUC, na mesma proporção que é concedido às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. É urgente garantir a equidade de tratamento, pelo que, à semelhança do que acontece com diversos operadores de transportes, iremos submeter ao Ministério do Ambiente e Ação Climática, a proposta de celebração de um contrato de Serviço Público de Transporte de passageiros, com uma proposta de regulação das obrigações de serviço público, de forma a garantir a comparticipação direta do governo na salvaguarda da função social e da equidade e coesão social e territorial do serviço público de transportes.

 

De marcada importância, olhos nos olhos com o senhor Primeiro-Ministro, não perdemos a ocasião para referir e pedir igualmente a urgente resolução do problema dos motoristas dos SMTUC, que dependem apenas da boa vontade legislativa do Governo socialista. Depositamos esperança no interesse deste Governo em demonstrar que quer ser justo e ultrapassar estas questões. Não foi por acaso que fizemos a analogia com a sangria de profissionais qualificados do SNS.

 

 

Naturalmente, durante estas últimas duas semanas prosseguimos o diálogo sobre a reestruturação da Câmara, que consideramos estar no bom caminho.

 

Nesse sentido, reunimos com os grupos políticos da oposição representados na Assembleia Municipal, com excepção do partido socialista, pois a sua demagógica e fantasmagórica posição foi bem vincada na conferência de imprensa previamente realizada.

 

Tivemos ainda uma reunião com o STRUP, Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, que também decorreu de forma tranquila e esclarecedora, sem serem levantadas reservas significativas ao processo de internalização dos SMTUC, ma medida em que todas as dúvidas foram positivamente respondidas.

 

 

Promovemos igualmente uma nova reunião com a Comissão de Trabalhadores dos SMTUC, que decorreu muito bem, e participámos no convívio organizado pelo Grupo Cultural Recreativo e Desportivo dos Trabalhadores dos SMTUC, que futuramente se expandirá a todos os trabalhadores da CMC.

 

Um momento marcante e inovador traduziu-se na realização de uma reunião geral de trabalhadores dos SMTUC, por iniciativa e convite do executivo camarário e do CA dos SMTUC e que contou com a minha presença e de todo o CA dos SMTUC, no passado Sábado, entre as 10 e as 13h, na sala D. Afonso Henriques do Convento São Francisco.

 

Compareceram várias dezenas de trabalhadores. Com respeito por todas as opiniões manifestadas, foi uma reunião muito franca, muito participada e muito produtiva. Mais uma vez, ficou claro que a ponderada internalização dos SMTUC na Câmara não prejudica os trabalhadores, não prejudica o serviço público dos SMTUC e permite claros ganhos de gestão. Destes três pontos, já não restam quaisquer dúvidas. Mais uma vez ficou bem patente que todos conhecem bem as disfuncionalidades criadas pelo atual modelo híbrido e burocrático de gestão dos SMTUC.

 

Em breve faremos uma nova ronda de conversas com todos os parceiros. O tempo de diálogo continua.

 

Uma última nota para sublinhar que todos os vereadores com pelouro acompanharam todo o processo do longo debate interno da reestruturação e da internalização dos SMTUC e receberam todos os documentos que foram sendo elaborados, sem que fossem levantadas reservas quando à sua prossecução.

 

Mais uma vez, fazemos questão de garantir aos munícipes que não irão sentir nenhuma consequência negativa desta proposta de reestruturação e que, ao contrário das mentiras propaladas por alguma oposição, os transportes urbanos de Coimbra vão manter-se e, com o tempo, melhorar, porque é para os munícipes e para Coimbra que trabalhamos arduamente.

 

Se porventura este processo de boa gestão do dinheiro do povo for impedido, o que, sinceramente não acreditamos, cada um assumirá as suas responsabilidades.

 

 

Intervenção completa do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, na Reunião de Câmara de 25 de julho.

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