O aviso laranja emitido pelo IPMA, o segundo mais grave na escala de três, devido “à previsão de aguaceiros persistentes, por vezes fortes, que podem ser acompanhados de trovoada, acompanhados de vento de sudoeste, com rajadas até 110 km/h, em especial no litoral e nas terras altas”, estende-se até amanhã, dia 19 de outubro. Nesse sentido, apela-se às populações que evitem viagens desnecessárias, permanecendo em casa sempre que possível, e, que sigam as recomendações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
São propícios os seguintes episódios:
– Ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento
– À ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras
– À instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração de água
– Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública
– Piso rodoviário escorregadio por eventual acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água
A intensificação da precipitação irá contribuir para o aumento de caudais em linhas de água que atravessam o concelho de Coimbra, estando as zonas mais vulneráveis a ser monitorizadas para o risco de cheia.
Medidas preventivas:
Todas os meios e equipas de segurança, proteção e socorro de Coimbra, bem como diversos serviços municipais, estão no terreno e vão manter-se em trabalho e prevenção.
A ANEPC apela para que se garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas; uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas; um especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte, e na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e permanência nestes locais; a adoção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias; o não atravessamento de zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; e que se mantenham atentos às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
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