A EMI foi esta manhã apresentada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa sessão que contou com a participação do presidente da Câmara Municipal, José Manuel Silva, do vice-presidente, Francisco Veiga, do diretor do Departamento de Tecnologias de Informação e Inovação Digital, Nuno Pimenta, e da consultora SPI, representada por Susana Loureiro. “Está tudo aqui em Coimbra. Temos as pessoas, temos as instituições, temos a vontade. Vamos trabalhar para definir as linhas e os caminhos para colocar Coimbra no lugar certo”, afirmou o presidente da Câmara.
“Coimbra tem de trabalhar mais e melhor para se destacar no panorama nacional e não ser esmagada pelas duas grandes áreas metropolitanas que a envolvem. (…) Tem de se afirmar pela diferenciação”, considerou José Manuel Silva. “Somos diferenciadores e temos potencial, temos duas instituições de ensino de referência, um centro hospitalar e universitário de referência, é preciso darmos um salto estratégico ao nível do desenvolvimento”, vincou o presidente, acrescentando que a EMI pretende “reconduzir Coimbra ao patamar e à relevância que já teve”. Para isso, “contamos com todos, precisamos de todos”, apelou.
Já Francisco Veiga explicou que a Câmara Municipal “identificou a necessidade de definir e materializar as suas prioridades, programa e ações, a médio e longo prazo, sobre os eixos estratégicos de intervenção na área da inovação, por forma a alavancar as suas potencialidades, nomeadamente, a agregação e a participação ativa do seu ecossistema local de inovação, no desenvolvimento territorial e qualidade de vida da sua população”. “O Município de Coimbra dispõe de equipamentos, infraestruturas, conhecimento técnico e científico e talentos extremamente distintos e diversificados, relevantes e reconhecidos, que potenciam, extraordinariamente, o seu ecossistema de inovação e o seu sucesso em todas as suas dimensões”, acrescentou, considerando que apenas falta “definir o rumo e a estratégia necessários para a sua articulação e concretização”.
Com base nos resultados do diagnóstico que, neste momento, está a ser feito, segue-se a fase de definição da visão e das linhas orientadoras estratégicas para a afirmação de Coimbra na inovação nas várias dimensões, para se atingir o desenho de propostas concretas de ação, suportadas por um conjunto de medidas em domínios relevantes como a governação, a economia e a qualidade de vida da comunidade (educação, desenvolvimento e coesão social, mobilidade, urbanismo, ambiente, entre outros), para as quais se definirão responsabilidades e se apelará a um compromisso coletivo para a inovação.
A Câmara Municipal está, assim, empenhada em transformar Coimbra num ecossistema de inovação de referência. A EMI é um processo chave para o concelho e vai contribuir para implementar uma visão inovadora do concelho, com uma estratégia de longo prazo, criar um instrumento dinâmico, suscetível de adaptação e evolução e posicionar o Município como o principal agregador e impulsionador do ecossistema de inovação existente à escala concelhia.
É ainda pretensão da Câmara Municipal promover a participação dos munícipes e de todas as entidades na criação e desenvolvimento da EMI, nomeadamente na identificação e reflexão sobre problemas existentes e possíveis soluções, no debate sobre necessidades e formas de inovação (a sua aplicabilidade à vida das pessoas e da cidade) e na criação de um ecossistema de inovação e um modelo de atuação em rede que contribua para a concretização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Créditos fotográficos: Câmara Municipal de Coimbra | João Pedro Lopes