A exposição tem como objetivo valorizar o papel histórico e contemporâneo das mulheres na agricultura, na produção alimentar, na investigação e na inovação, promovendo igualmente a reflexão sobre a igualdade de género, a sustentabilidade e a dignidade no mundo rural. O projeto dá ainda visibilidade a percursos femininos que contribuem ativamente para a modernização, a resiliência e o futuro do setor agrícola.
Segundo Isabel Damasceno, presidente da CCDR Centro, “esta exposição é um reconhecimento justo e necessário do contributo fundamental das mulheres para o desenvolvimento rural, a agricultura, a coesão dos territórios e a sustentabilidade do futuro. Ao dar visibilidade a histórias tantas vezes silenciadas, afirmamos que não há desenvolvimento rural sem igualdade”.
O percurso expositivo integra materiais iconográficos de elevado valor histórico e cultural proveniente do Arquivo Municipal de Lisboa, com destaque para o espólio de Artur Pastor, da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como testemunhos em vídeo de oito mulheres de diferentes concelhos da região Centro, representativos da diversidade de atividades e contributos femininos para o desenvolvimento rural.
A exposição ficará patente na Casa da Escrita, em Coimbra, até 20 de fevereiro, iniciando depois a sua itinerância, ao longo do ano, por vários municípios da região Centro, nomeadamente Castelo Branco, Guarda, Leiria e Viseu.