Há “problemas graves nos postos de alta e de média tensão”, cujo acesso é difícil e onde não se pode fazer trabalhos de restauração em qualquer condição climática, disse a autarca, adiantando que está a ser feito “um trabalho de proximidade com a E-Redes”.
O expectável é devolver a eletricidade a estas casas até ao fim de semana, sem previsão de na sexta-feira já haver um retorno da normalidade.
Entre os locais considerados mais complexos para a reposição da energia, estão Palheira, Almalaguês, Castelo Viegas, Relvinha, Lamarosa, Bencanta, Ribeira de Frades, Arzila, Cernache, Taveiro e Ameal.
A falta de água também foi ocasionada pelos problemas com a eletricidade, já que as estações não podiam bombear água sem luz. Entretanto, a líder camarária esclareceu que já há geradores para atuar nesta questão.
O Metrobus também sofreu os impactos da falta de energia e os serviços não estão a funcionar entre Sobral de Ceira e Miranda do Corvo, cuja solução serão autocarros, disponibilizados a partir de sexta-feira.
As cheias correspondem a outro contratempo que o concelho enfrenta, tendo a barragem de Aguieira atingido o seu limite, pelo que serão feitas descargas controladas, que “vão provocar enchentes controladas”.
As docas da cidade foram uma das áreas inundadas, com problemas também ao nível do estacionamento do Parque Verde do Mondego, ao que a autarca advertiu que, neste momento, “não se deve estacionar” nesta área.
Apesar de não terem sido registadas vítimas até às 20:00 de hoje, o concelho assistiu ao desalojamento de alguns dos seus habitantes, ainda não quantificados e muitos dos quais “ficaram na casa de familiares”.
Outra das preocupações da autarquia e das juntas de freguesia incidiu em cobrir telhados das habitações danificadas por árvores, evitando que a água adentrasse o espaço.
De acordo com a presidente da Câmara Municipal, todas as escolas do concelho têm condições de funcionamento, exceto a Martim de Freitas, que, como hoje, continuará fechada na sexta-feira.
O mau tempo, segundo Ana Abrunhosa, deve permanecer até ao dia 9 de fevereiro, com ventos e chuvas, ao que a autarca pediu “paciência” para enfrentar a situação.
A edil ressaltou ainda o desempenho da Proteção Civil perante um “evento climático extremo”, afirmando que o sistema daquela força “funcionou no país e em Coimbra”. Entre as 21:00 de terça-feira e às 12:00 de hoje, foram registadas 525 ocorrências no concelho, que mobilizaram 789 operacionais e 274 meios terrestres.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, incluindo Coimbra, número que pode aumentar.
LUSA / CM de Coimbra