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10 Fevereiro 2026

Caudal do Mondego volta a subir e regista mais de 1.700 m3/s às 14h00

Caudal do Mondego volta a subir e regista mais de 1.700 m3/s às 14h00

O caudal do rio Mondego na Ponte Açude de Coimbra registava, pelas 14h00 de hoje, 10 de fevereiro, 1.741 metros cúbicos por segundo (m3/s), um dos maiores valores desde que as inundações atingem, há mais de uma semana, o Baixo Mondego.

Nas últimas 24 horas e praticamente sem que a chuva, embora fraca, desse tréguas, o caudal do rio Mondego voltou a subir, cifrando-se, pelas 14h00 de hoje, nos 1.741 m3/s (mais 477 mil litros por segundo) face à mesma hora de segunda-feira.

 

A bacia do Mondego voltou hoje a estar em situação de alerta de cheias – o menos gravoso de dois níveis, sendo o mais grave a situação de risco – embora com quatro episódios a montante de Coimbra a merecerem atenção.

 

A montante, na estação hidrométrica da Ponte do Cabouco, no rio Ceira (afluente da margem esquerda do Mondego), registava, pelas 16h00, 4,47 metros de altura de água (bem acima do mínimo de 3 metros do nível de risco) e um caudal de 193 m3/s.

 

Também no nível de risco estavam a ponte da Conraria, no mesmo rio, situada a pouco mais de um quilómetro da foz do Ceira, cuja altura de água se situava, pelas 16h15, nos 6,46 metros (1,46 metros acima do nível mínimo de risco de 5 metros) e um caudal de 471 m3/s, que estará a provocar uma pressão acrescida ao caudal da Ponte Açude de Coimbra.

 

Já a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, voltou hoje à situação de risco, apresentando, pelas 16h00, um caudal com 3,88 metros de altura.

 

Por seu turno, o volume de armazenamento da barragem da Aguieira, que esteve no final da semana passada nos 84%, e que veio a descer, ao longo do fim de semana até ao início da manhã de hoje, até aos 71%, já voltou a subir, cifrando-se, pelas 16h00, nos 75%.

 

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem vindo a fazer uma gestão de cheia controlada, aplaudida em geral, no Baixo Mondego, por agricultores e autarcas, no sentido de evitar que as margens do Mondego quebrem, o que sucedeu em 2001 com resultados catastróficos e, mais recentemente, em 2019, com uma cheia limitada à margem direita.

 

No entanto, continua a existir o risco de os diques direito ou esquerdo do canal principal do rio poderem rebentar, face à pressão que a água exerce naquelas infraestruturas e o tempo decorrido desde o início desta crise – cerca de 10 dias – com caudais médios da ordem dos 1.500 m3/s.

 

LUSA / CM de Coimbra

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