A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra celebrou 15 anos, numa edição que evidenciou o seu cariz pioneiro e consolidou o reposicionamento conceptual do evento através do cruzamento entre a tradição e a contemporaneidade.
Ao longo de dois dias, a iniciativa, que marca a primeira do género no mapa de eventos nacional, acolheu meia centena de expositores e dinamizou mais de 20 atividades desenhadas para públicos distintos. O certame integrou ainda momentos de animação e o concerto comemorativo de Vitorino, “50 Anos a Semear Salsa ao Reguinho”.
Forte satisfação do público
A 15ª edição ficou marcada pela forte adesão do público às várias dimensões do evento, com destaque para a programação, pensada para todas as faixas etárias. Pela primeira vez, a autarquia promoveu um inquérito de satisfação aos participantes, de forma a promover uma análise qualitativa de diversas componentes do evento.
A qualidade do evento e da programação, a diversidade de expositores presentes e as condições de acolhimento do Convento São Francisco foram fatores avaliados com elevados níveis de satisfação pelo público (acima dos 90%).
De cariz cada vez mais inclusivo, “o crescimento e a diversidade da programação revelaram-se uma aposta plenamente ganha, com grande adesão do público e muitos momentos vividos em ambiente de casa cheia”, refere Ricardo Paiva, presidente da ADOC.
Mais espaços com lotação esgotada
De forma a dar resposta à crescente afluência de visitantes ao Convento São Francisco, o evento foi ampliado para outros espaços, possibilitando aumentar a oferta de propostas programáticas e assegurar uma circulação mais confortável.
A implementação na Sala Conventual (novidade deste ano) e na Praça do Restaurante contribuíram para a fruição do património edificado, com “grande adesão aos dois espaços de programação e interesse do público pelos processos de criação e inovação”, de acordo com o Chef Luís Gomes, da EHTC.
Esta abertura e ampliação da programação nos diversos espaços do Convento São Francisco representa “uma mais-valia, tornando este evento numa Mostra que convida à permanência no espaço e fruição do mesmo para além do momento da compra”, segundo o investigador e professor da EHTC, João Pedro Gomes.
De salientar ainda a lotação esgotada na oficina prática “Mãos na massa: Arrufada”, conduzida por Gabriel Faneca, destinada ao público infantil. Destaque também para os showcookings dos chefs Marlene Vieira e Flávio Silva e os workshops dinamizados pela EHTC, sessões com elevado grau de participação.
Preservação e valorização do património alimentar doceiro
A presença de artesãos de Coimbra e da região no evento, bem como o impulso à investigação em torno da tradição e da memória coletiva associada ao saber-fazer, reforçam “a importância de proteger e valorizar o património doceiro de Coimbra” e “a valorização dos produtos locais” no fortalecimento da identidade cultural, sublinha Ricardo Paiva.
A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea de Coimbra consolida, assim, o seu posicionamento enquanto plataforma de valorização do património doceiro, fomentando a articulação entre agentes económicos, comunidade científica e criadores, e contribuindo ainda para a qualificação, a inovação e a sustentabilidade do setor.