Ana Abrunhosa sublinhou a importância deste investimento, “não só pelo valor que envolve, de 36 milhões de euros, mas também porque envolve uma intervenção técnica complexa”. “É um compromisso claro com a sustentabilidade ambiental, com a saúde pública e com a qualidade de vida das populações”, referiu, indicando que a nova estrutura estará preparada para responder “a maiores exigências ambientais, nomeadamente no que respeita à qualidade dos efluentes descarregados no rio Mondego”.
Segundo a autarca, a nova infraestrutura incorpora soluções de eficiência energética e aposta na valorização de subprodutos, tais como “a produção de energia a partir de fontes renováveis e a valorização do biogás”. “Este projeto demonstra que é possível conciliar o nosso progresso com a conservação ambiental e, portanto, o ambiente hoje tem que ser esse pano de fundo para todos os investimentos”, alegou.
Já a presidente do conselho de administração da Águas do Centro Litoral, Filipa Alves, destacou que “daqui até 2029 teremos pela frente um caminho exigente. Quero que este momento fique assinalado como aquilo que verdadeiramente representa: não é apenas o início de uma obra, é a renovação de um compromisso coletivo num território mais sustentável, mais resiliente e melhor preparado para o futuro”.
A Águas do Centro Litoral assinalou, ao final da manhã de hoje, a consignação da empreitada de remodelação da ETAR do Choupal, uma infraestrutura “estratégica para o sistema de saneamento do concelho de Coimbra e para a melhoria do desempenho ambiental da região”.
Durante a cerimónia, Filipa Alves evidenciou a relevância do investimento para Coimbra, bem como para o rio Mondego e para as futuras gerações. “Não é apenas uma obra de engenharia. É um investimento em qualidade de vida, proteção ambiental, saúde pública e sobretudo em futuro”, afirmou.
Já o presidente do conselho de administração da Águas de Portugal, Carmona Rodrigues, aludiu ao facto de a remodelação da ETAR do Choupal ocorrer com a infraestrutura em funcionamento, o que representa “um desafio único” e que requer “uma intervenção cirúrgica”.
“Esta é seguramente a maior ETAR da Bacia do Mondego, é seguramente uma das maiores do país. Mas não vai ser só uma das maiores do país, como vai ser também daquelas mais avançadas tecnologicamente: e não é só no país, como em toda a Europa”, sustentou.
Para o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, a assinatura do auto de consignação desta empreitada “é mais do que um compromisso com uma infraestrutura”.
“Diria que é mais um compromisso com o nosso Mondego mais limpo, com melhor saúde, com mais economia, até porque estamos no início da época balnear e é importante para as águas balneares da região do Centro”, acrescentou. Pimenta Machado aproveitou ainda para dar nota de que, em Portugal, a região Centro é a que tem mais praias fluviais, num total de 60.
“Portugal é o quinto país do mundo com o maior número de praias costeiras e somos o segundo país do mundo com o maior número de praias em rios. E nós não estamos a ponderar a dimensão do país, porque se ponderasse a dimensão do país seríamos o primeiro país do mundo com mais praias costeiras e praias do interior”, apontou.
Em funcionamento desde 1992, a ETAR do Choupal trata das águas residuais da área urbana e periférica de Coimbra, servindo atualmente 200 mil habitantes. Com a remodelação, estará preparada para servir mais 50 mil habitantes.
LUSA / CM de Coimbra