Café-Longo – Parte 2: ALMORADA (Marta Moreira + Afonso Dorido)
Terça-feira, 11 de agosto | 19h00
Casa da Escrita
Entrada livre
A segunda semana de agosto do Verão a Dois Tempos junta Marta Moreira e Afonso Dorido para mais uma sessão do Café Longo, dinamizada pela Blue House, cuja segunda parte decorre na Casa da Escrita até ao início de setembro. ALMORADA é um projeto de spoken word que reúne Marta Moreira, na voz e loop station, e Afonso Dorido, no piano e teclados, explorando o encontro entre música, poesia e improvisação.
Depois de, em 2025, ter assinalado os 25 anos da morte de Sebastião Alba através de uma digressão nacional que percorreu simbolicamente as datas do seu nascimento e morte, o projeto inicia agora uma nova etapa criativa.
A partir de uma abordagem assumidamente inspirada pelo surrealismo, ALMORADA propõe uma performance onde a palavra, o som e o acaso se tornam ferramentas de exploração artística, convocando o inconsciente, o erro e a imaginação como formas de resistência e criação. Neste percurso, revisitam-se vozes fundamentais da poesia portuguesa, com especial atenção às autoras que dialogaram com o surrealismo, como Isabel Meyrelles, Luíza Neto Jorge, Natália Correia, Ana Hatherly, Maria Teresa Horta ou Salette Tavares. Entre poesia dita, paisagens sonoras e improvisação, ALMORADA afirma o surrealismo como uma prática viva e contemporânea, capaz de abrir novos espaços de escuta e de imaginar outros mundos possíveis.

© Joana Jorge
Quinta-feira, 13 de agosto | 19h00
Largo do Poço
Entrada livre
No dia 13 de agosto, quinta-feira, a partir das 19h00, e no âmbito do ciclo “Fazer Cidade” promovido pelo Jazz ao Centro Clube, o músico cabo-verdiano Pedrinho Xalé apresenta um concerto assente na carreira iniciada nos anos 80. O repertório junta sintetizadores e a matriz tradicional de Cabo Verde, cruzando influências de funaná e reggae com outras que atravessam a música popular do arquipélago.
Pedrinho Xalé é natural de Cabo Verde e é conhecido, tanto no arquipélago como no mundo, simplesmente como “Pedrinho”. Um nome curto para uma trajetória musical complexa, onde sintetizadores, referências tradicionais cabo-verdianas e paisagens sonoras quase cinematográficas se cruzam numa linguagem própria, difícil de classificar e facilmente reconhecível.
O seu trabalho posiciona-se nesse cruzamento entre tradição e modernidade, acompanhando movimentos de renovação musical de Cabo Verde, ao lado de outros projetos contemporâneos da época, e contribuindo para a expansão de novas estéticas híbridas.

© DR
Quinta-feira, 13 de agosto | 21h30
Casa da Escrita
Entrada livre
A Casa da Escrita acolhe mais uma sessão do ciclo Cinema Livre, que decorre todas as quintas-feiras, durante os meses de julho e agosto, às 21h30, promovido pelo Fila K Cineclube.
Nesta sessão será exibido “Cerromaior”, em torno do regresso do jovem Adriano ao seio de uma família dominadora, numa povoação alentejana marcada pela exploração agrícola. O seu percurso individual afirma-se perante o conformismo, preconceito e a consolidação do regime salazarista.

© DR
Mateus Saldanha Quartet – Troubles
Sexta-feira, 14 de agosto | 19h00
Coreto do Parque Manuel Braga
Entrada livre
No dia 14 de agosto, às 19h00, o Coreto do Parque Manuel Braga recebe o quarteto liderado pelo guitarrista e compositor Mateus Saldanha, que apresenta “Troubles”, álbum de estreia que integra um conjunto de composições originais, refletindo uma voz artística singular e uma abordagem contemporânea ao jazz. A música explora um equilíbrio entre lirismo, improvisação e interação coletiva, combinando influências da tradição jazzística com uma linguagem moderna e pessoal.

© DR
Sexta-feira, 14 de agosto | 22h00
Coreto do Parque Manuel Braga
Entrada livre
A programação de sexta-feira do “A Dois Tempos”, no Coreto do Parque Manuel Braga, prossegue às 22h00 com um concerto protagonizado pelo Filipe Furtado Trio.
Filipe Furtado Trio é uma formação que parte da canção para explorar territórios de improvisação, influências jazzísticas e sonoridades contemporâneas. Com raízes em Coimbra, o trio afirma-se como um espaço de criação coletiva, onde as composições ganham corpo através do diálogo entre piano, saxofone e bateria. Ao vivo o grupo ganha com a eletrónica e voz. O projeto nasce a partir do repertório autoral de Filipe Furtado – músico e compositor açoriano radicado em Coimbra desde 2010 – e do encontro com Paulo Silva (bateria e parte integrante do projeto desde 2018, quando ainda se traçavam as primeiras experiências em estúdio) e Filipe Fidalgo (saxofone, voz e eletrónica), músicos com ampla experiência no jazz e em múltiplos universos musicais.

© Maria Nolasco
Sábado, 15 de agosto | 19h00
Coreto do Parque Manuel Braga
Entrada livre
Meridian é um quarteto de jazz contemporâneo dedicado à interpretação de música original, formado por Guilherme Fradinho (saxofones), Mauro Ribeiro (guitarra elétrica), João Cação (contrabaixo) e António Carvalho (bateria).
Inspirado no conceito de meridiano, o grupo explora a ideia de encontro entre diferentes linguagens musicais, sensibilidades artísticas e paisagens sonoras.
O repertório original do quarteto constrói-se através de uma constante procura de novas texturas, cores e atmosferas, convidando o público a uma viagem por diferentes estados emocionais e sonoros. Em cada composição, os músicos traçam os seus próprios meridianos, criando pontes entre tradição e modernidade, escrita e improvisação, individualidade e diálogo.

© DR
Sábado, 15 de agosto | 22h00
Coreto do Parque Manuel Braga
Entrada livre
Os Duques do Precariado sobem ao Coreto do Parque Manuel Braga, às 22h00. Projeto assente em guitarras elétricas, bombos e flautas que se autodefine como Folclore Independente, as canções celebram as coisas ameaçadas e abordam liricamente as aflições da carne e do quotidiano através de música acústica e distorcida. “Falho”, single do disco “Encarnação”, lançado em janeiro de 2026, foi recentemente nomeado para a categoria Música – Melhor Canção, nos Globos de Ouro 2026.

© Teresa Costa
Sobre a iniciativa Verão a Dois Tempos
Verão a Dois Tempos, a programação de verão promovida pelo Município de Coimbra em coorganização com cinco entidades culturais (Associação Há Baixa, Blue House, Encontros de Fotografia, Fila K Cineclube e Jazz ao Centro Clube), decorre até ao final de setembro, na zona histórica cidade.
Com aposta no cruzamento de públicos e na revivificação dos espaços, são sete ciclos de programação diversificados, com 75 iniciativas a decorrer em oito espaços de programação, distribuídos entre a Alta e pela Baixa (Casa da Escrita, Coreto do Parque Manuel Braga, Escadas do Quebra-Costas, Estação Nova, largos do Poço e do Romal e Praça 8 de Maio e Praça do Comércio), entre concertos, performances, exposições, cinema, residências artísticas, oficinas e um festival de encerramento na Estação Nova que compõem os ciclos programáticos da iniciativa.
A agenda completa do Verão a Dois Tempos pode ser consultada em https://www.veraoa2tempos.pt/.