A conferência constitui o principal momento público da visita internacional que decorre em Coimbra até 2 de outubro, reunindo representantes das cidades parceiras e da equipa de coordenação do IURC para sessões de trabalho, visitas técnicas e intercâmbio de experiências sobre inovação urbana, sustentabilidade, transformação digital e participação cidadã.
O programa da manhã arranca às 9h00 com a abertura institucional pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Miguel Antunes, seguindo-se uma apresentação dos objetivos da rede por Rita Fernandes, responsável pelo Centro de Inteligência de Coimbra, e um enquadramento do programa IURC por Sandra Marin, Knowledge Transfer Manager do programa.
Ao longo da manhã serão apresentadas experiências de Jeonju, na Coreia do Sul, Granada, em Espanha, Adelaide, na Austrália, Christchurch, na Nova Zelândia, e Coimbra, abordando temas como governação participativa, regeneração ambiental, corredores verdes e fluviais, adaptação climática e utilização da cidade como espaço de experimentação de novas soluções.
Coimbra apresenta às 11h20 a intervenção “Coimbra: The City as a Living Lab – Co-creating Urban Innovation with People”, a cargo de Miguel Antunes. A sessão termina, entre as 12h15 e as 12h30, com uma intervenção da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa. A conferência decorrerá integralmente em inglês.
Coimbra coordena rede internacional de cinco territórios
O IURC é um programa financiado pela União Europeia que promove a cooperação entre cidades e regiões europeias e de países parceiros, através da partilha de conhecimento, da aprendizagem entre pares e do desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios urbanos comuns.
No âmbito deste programa, Coimbra assume a coordenação da International Human Smart Living Lab Network, que reúne cinco territórios em quatro continentes. O trabalho desenvolvido procura criar uma metodologia comum de inovação urbana centrada nas pessoas e na regeneração ambiental, permitindo que cada território identifique um desafio concreto, desenvolva soluções com a comunidade, teste essas respostas em contexto real e partilhe os resultados com as restantes cidades da rede.
A participação nesta rede pretende também aprofundar a evolução do #CoimbraCityLab, alargando a lógica de experimentação urbana para além da dimensão tecnológica e aproximando conhecimento científico, inovação, participação cidadã, sustentabilidade, biodiversidade e qualidade de vida.
Mondego como primeiro laboratório vivo
Em Coimbra, esta abordagem terá como primeiro campo de experimentação o rio Mondego e as suas margens, entendidos como um território onde se cruzam desafios de biodiversidade, espaço público, mobilidade, acessibilidade, lazer, ciência, turismo, atividade económica e qualidade de vida.
O objetivo não é partir de uma solução previamente definida, mas envolver conhecimento técnico e científico, instituições, comunidade e utilizadores do território na identificação dos problemas e na construção, experimentação e avaliação de respostas.
A ambição é afirmar Coimbra como uma Cidade Laboratório: uma cidade onde o território pode ser usado para testar ideias em contexto real, envolver cidadãos e instituições na construção de soluções e transformar a aprendizagem local em conhecimento partilhado internacionalmente.