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17 Setembro 2026

Linha de Fuga apresenta programação de setembro em diferentes espaços de Coimbra

Linha de Fuga apresenta programação de setembro em diferentes espaços de Coimbra

A associação cultural Linha de Fuga conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra para a realização das iniciativas previstas para setembro, que cruzam residência artística, performance, música, formação, investigação e curadoria em diferentes espaços da cidade. Ao longo do mês, vários artistas participam em propostas que exploram as relações entre corpo e território, pertença e comunidade, natureza e conhecimento

No âmbito das Residências Contra|o|Tempo, a Linha de Fuga acolhe, até 27 de setembro, a primeira residência artística de “O Mapa das Indomesticadas”, projeto de longa duração concebido por Carlota Lagido, que se desenvolverá até fevereiro de 2028. Com o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra como território desta primeira etapa, o projeto cruza criação performativa, artes visuais, música e investigação botânica, colocando artistas em diálogo com especialistas de diferentes áreas.

 

Associada a este projeto, realizou-se a 16 de setembro, no Centro Cultural Penedo da Saudade, mais uma edição das “Conversas com a Academia”, com o título “Desdomesticar o olhar”. A conversa parte das questões levantadas pelo projeto para refletir sobre as formas de conhecer, classificar e nomear as plantas e sobre outros saberes que podem emergir da experiência, da memória, do desenho ou do corpo. A entrada é gratuita.

 

Nos dias 19 e 20 de setembro, entre as 10h00 e as 18h00, Luís Guerra orienta a oficina “Dançar com o Corpo Inteiro”, entre o Centro Cultural Penedo da Saudade e o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Dirigida a criadores, escritores, bailarinos, coreógrafos e artistas das áreas da dança, performance, teatro e criação interdisciplinar, a formação parte da experiência de Luís Guerra enquanto intérprete para explorar o corpo enquanto instrumento de expressão e criação. As inscrições decorrem até 17 de setembro, com valores entre 0 e 60 euros, estando prevista a atribuição de bolsas pela Linha de Fuga, quando justificadas.

 

A programação inclui ainda uma chamada dirigida a artistas que vivem e trabalham na região de Coimbra para participação na F.E.R.A. – Feira de Edições Realizadas por Artistas, que vai decorrer entre 15 e 17 de outubro, na Casa da Escrita. Promovida pela Linha de Fuga e pela Apneia Colectiva, a iniciativa é dedicada a publicações no campo das artes performativas contemporâneas e pretende aproximar autores e público, incluindo pequenas ativações performativas das edições e conversas em torno dos seus processos de criação. A manifestação de interesse pode ser apresentada até 25 de setembro.

 

“A Aldeia vai à Cidade”

A programação de setembro da Linha de Fuga encerra no dia 27, no âmbito do Festival Apura, com “A Aldeia vai à Cidade”, iniciativa que resulta da curadoria da associação para o Cooldown do festival. Entre as 16h00 e as 19h00, o programa leva para diferentes espaços de Coimbra experiências, saberes e investigações produzidos em territórios rurais, questionando o encontro desses materiais com o contexto urbano.

 

No Largo do Romal, às 16h00, Cláudio Vidal e Maria Antónia Torres apresentam “Liturgia de Regeneração”, performance que procura, através do gesto, do ritual e do mistério, explorar possibilidades de cura e regeneração do corpo, do espírito e do espaço. Meia hora depois, com ponto de encontro no Largo da Portagem, a Estrutura Baldia apresenta “Manual para Pertencer”, um percurso realizado com auscultadores que parte de uma investigação sobre os mecanismos através dos quais se constrói a ideia de pertença.

Foto de Paulo Abrantes

 

O programa culmina às 18h00, no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, com a primeira partilha pública do processo de criação de “O Mapa das Indomesticadas”. Carlota Lagido e a equipa apresentam uma investigação ainda em desenvolvimento, que parte do encontro com as plantas para explorar relações entre botânica e criação performativa.

 

Ao longo de setembro, a programação da Linha de Fuga propõe, assim, um percurso entre diferentes espaços, práticas e áreas de conhecimento, fazendo circular corpos, experiências e saberes entre os vários territórios onde a associação desenvolve o seu trabalho.

 

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