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7 Setembro 2026

Verão a Dois Tempos: Agenda da semana de 7 a 13 de setembro

Verão a Dois Tempos: Agenda da semana de 7 a 13 de setembro

Cabra Cega | Edgar Valente & Marco Ferreira com habitantes da Baixa

Quarta-feira, 9 de setembro | 19h00

Largo do Romal

Entrada livre

 

Na quarta-feira, dia 9 de setembro, a partir das 19h00, no Largo do Romal, decorre a apresentação de “Cabra Cega | Edgar Valente & Marco Ferreira com habitantes da Baixa”, com curadoria da Associação Há Baixa. Com entrada livre, Cabra-Cega alude ao potencial do jogo, comum em todas as culturas. Mas também à memória histórica da cidade de Coimbra: a torre da Universidade, que marca o ritmo diário da comunidade estudantil e também um baluarte que expressa diferenciações sociais e culturais, simbolizadas na distância entre a Baixa e a Alta da cidade.

Visita guiada – Exposição Intervalo, de Eduardo Matos

Quinta-feira, 10 de setembro | 18h00

Estação Nova

Entrada livre

 

A antiga Estação Nova de Coimbra está a acolher, pela primeira vez, uma exposição de arte contemporânea. A convite do Município de Coimbra, e integrada na programação do festival Verão a Dois Tempos, os Encontros de Fotografia apresentam Intervalo, uma exposição individual de Eduardo Matos. O conjunto de obras apresentado articula escultura, imagem em movimento e desenho, refletindo sobre o tempo, a deslocação e a experiência dos lugares periféricos, inestéticos nesta estação de comboios agora desativada.

Na quinta-feira, dia 10, às 18h00, tem lugar uma visita guiada. A participação é gratuita, mas requer inscrição através do formulário online.


© Eduardo Matos

NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA — Lavoisier com BAIXaVOZ, Coro da Baixa de Coimbra

Sexta-feira, 11 de setembro | 19h00

Estação Nova

Entrada livre

 

Com curadoria da Associação Há Baixa, na sexta-feira, dia 11, às 19h00, decorre “Nada se Perde, Tudo se Transforma”, inserido no Festival EPICENTRO, promovido pela Blue House. O concerto assinala os dez anos do coletivo Há Baixa e reúne os Lavoisier e o coro BAIXaVOZ, Coro da Baixa de Coimbra. Formado por Patrícia Relvas e Roberto Afonso, o duo Lavoisier tem desenvolvido, desde 2012, um percurso singular de reinvenção da música tradicional portuguesa, partindo do legado das recolhas de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça para construir uma linguagem própria, assente na força das vozes e da guitarra elétrica. Reconhecidos como um dos projetos mais relevantes da música portuguesa contemporânea, apresentam agora uma criação em coautoria com o BAIXaVOZ, inspirada na célebre máxima de Lavoisier — “Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” — para revisitar e transformar uma herança musical comum. O resultado é um encontro entre diferentes experiências, gerações e formas de participação cultural, celebrando simultaneamente a primeira década de atividade do Há Baixa e a capacidade da cultura para criar ligações duradouras entre pessoas, comunidades e territórios.


© Daryan Dornelles

“ether sculptures” de Helder Bruno com Surma, Iúri Oliveira, Jorri e Maria Redes Martins  

 Sexta-feira, 11 de setembro | 22h00

Estação Nova

Entrada livre

 

A Estação Nova recebe, de 11 a 13 de setembro, o EPICENTRO, iniciativa, com a curadoria da Blue House, que encerra a programação do Verão a Dois Tempos com 14 momentos de música, performance, cinema, artes visuais, oficinas e criação comunitária. A programação, maioritariamente de entrada livre, reúne artistas, estruturas culturais e comunidades ao longo de três dias.

Na sexta-feira, dia 11, às 22h00, tem lugar o concerto “ether sculptures” de Helder Bruno com Surma, Iúri Oliveira, Jorri e Maria Redes Martins, com entrada livre. Este é um concerto imersivo concebido pelo compositor e etnomusicólogo Hélder Bruno, partindo da ideia de que a música pode operar como uma experiência sensorial expandida, onde som e imagem se interligam de forma indissociável. Inspirado pelo conceito de éter enquanto quinto elemento, o projeto propõe um universo em que cada composição funciona como uma “escultura sonora”, moldando paisagens emocionais e narrativas através da escuta.


© Tiago Cerveira

Sereias

Sexta-feira, 11 de setembro | 23h00

Estação Nova

Entrada livre

 

Ainda no âmbito da programação do EPICENTRO, tem lugar na sexta-feira, dia 11, às 23h00, na Estação Nova, o concerto de Sereias, com entrada livre. Em “A Odisseia de Carlos Bizarro”, o grupo portuense Sereias desenvolve uma obra que explora a relação entre narrativa sonora, alegoria e crítica social, construindo um disco concebido como um percurso de vida. Trata-se de uma travessia instável, situada entre o colapso e a possibilidade, onde a música se organiza como forma de pensamento e de observação do presente.


© João Pádua

 

A Música Dá Trabalho + Gonçalo Guiné

Sábado, 12 de setembro | 9h30 e 11h30

Estação Nova

10€

 

Com a curadoria da Blue House e do Jazz Ao Centro Clube, inseridas no Festival EPICENTRO, decorrem duas sessões da oficina “A Música Dá Trabalho”, com Gonçalo Guiné, no sábado, dia 12 de setembro, às 9h30 e às 11h30. A participação, com um custo de 10€, requer inscrição através deste formulário online. As oficinas, promovidas pela Omnichord, aproximam crianças e jovens das múltiplas profissões que existem no universo da música, revelando os processos criativos, técnicos e humanos que tornam possível a construção de um espetáculo ou de uma carreira artística. Através de atividades práticas, momentos de descoberta e contacto direto com profissionais do setor, o projeto contribui para a literacia cultural e musical, estimulando a curiosidade, a criatividade e o pensamento.

Finissage da Exposição “Intervalo”, de Eduardo Matos

Sábado, 12 de setembro | 15h00

Estação Nova

Entrada livre

 

A finissage da exposição Intervalo, de Eduardo Matos, assinala o encerramento da primeira exposição de arte contemporânea apresentada na antiga Estação Nova de Coimbra, numa proposta do CAV – Centro de Artes Visuais integrada na programação do Verão a Dois Tempos. O momento de encerramento, marcado para sábado, dia 12, às 15h00, convida o público a revisitar a exposição através de uma visita guiada por Eduardo Matos, que vai partilhar o processo de criação e as diferentes leituras das obras apresentadas. A sessão, de entrada livre, termina com a performance L´Histoire de la Croquette, concebida especificamente para este contexto.


© Eduardo Matos

Claiana

Sábado, 12 de setembro | 17h00

Estação Nova

Entrada livre

 

Também inserido no EPICENTRO, com a curadoria da Blue House, decorre no sábado, dia 12, às 17h00, na Estação Nova, o concerto de Claiana, com entrada livre. Claiana é uma figura incontornável do imaginário underground, distinguindo-se por uma presença performativa intensa e por uma linguagem artística própria, imediatamente reconhecível. Natural de São Nicolau, em Cabo Verde, Aguinaldo Conceição constrói o seu percurso fora dos códigos da música tradicional, absorvendo influências que atravessam o espaço atlântico e as múltiplas geografias culturais que o compõem, desde referências das ilhas até expressões musicais globais.


© Joana Sousa

 

Balklavalhau

Sábado, 12 de setembro | 18h00

Estação Nova

Entrada livre

 

Balklavalhau reúne músicos de diferentes origens que encontraram, no Porto, um ponto de encontro para explorar as tradições musicais dos Balcãs, da Turquia e do Médio Oriente. A partir desse diálogo entre culturas, o grupo desenvolveu uma identidade própria, onde a música tradicional balcânica se cruza com influências trazidas pelos percursos individuais dos seus elementos, incorporando também sonoridades do folk, do flamenco, do jazz manouche e de outras geografias musicais. O resultado é um concerto que percorre diferentes paisagens sonoras, celebrando a diversidade cultural e afirmando a música como uma linguagem capaz de ultrapassar fronteiras, aproximando comunidades através de um património comum de ritmos, melodias e celebração coletiva.

Inserido no EPICENTRO, com a curadoria da Blue House, o concerto está agendado para sábado, dia 12, às 18h00, na Estação Nova, e conta com entrada livre.

Xullaji

Sábado, 12 de setembro | 19h00

Estação Nova

Entrada livre

 

A residência artística propõe um encontro entre Xullaji (fka Chullage) e a comunidade emigrante dos países da lusofonia residente em Coimbra, criando um espaço de escuta, de partilha e de criação coletiva a partir das experiências, memórias e identidades que atravessam os diferentes territórios da língua portuguesa. Desenvolvida em contexto participativo, a residência parte da palavra, da música e da performance como ferramentas de aproximação entre pessoas e comunidades, valorizando as histórias de vida, os percursos migratórios e a diversidade cultural como matéria para um processo artístico comum.

A apresentação deste processo decorre no sábado, dia 12, às 19h00, na Estação Nova, com entrada livre, no âmbito do EPICENTRO, com a curadoria da Blue House.

“Page of Madness” musicado por Filipe Furtado, Jasmim Pinto, Maria Paulo e Pedro Branco

Sábado, 12 de setembro | 22h00

Estação Nova

Entrada livre

 

No sábado, dia 12, às 22h00, na Estação Nova, decorre “Page of Madness” musicado, com entrada livre, inserido no EPICENTRO. O cineconcerto reúne Filipe Furtado, Jasmim Pinto, Maria Paulo e Pedro Branco, numa criação em residência artística, desenvolvida em parceria com a Fila K e com a Blue House, que selecionou os músicos para acompanhar a obra escolhida. A proposta parte do filme “Page of Madness” (1926), uma narrativa situada num manicómio onde um antigo marinheiro trabalha como empregado para estar próximo da mulher internada, procurando lidar com a culpa e com o passado que o liga à sua condição. A partir deste material fílmico, o quarteto desenvolve uma abordagem musical em tempo real, construída entre improvisação e composição, criando uma camada sonora que acompanha e reinterpreta a dimensão psicológica e visual do filme. O processo em residência permite a construção de uma linguagem partilhada, onde a música se articula com a imagem e amplia o seu campo expressivo em contexto de performance ao vivo.

IBSXJAUR

Sábado, 12 de setembro | 23h00

Estação Nova

Entrada livre

 

Com a curadoria da Blue House, no âmbito do EPICENTRO, decorre no sábado, dia 12, às 23h00, na Estação Nova, o concerto IBSXJAUR, com entrada livre. IBSXJAUR nasce do cruzamento entre JAUR, cantautora de estética pop, e INFRABASSESATURE, produtor de música eletrónica, afirmando-se como um projeto que funde techno, drum and bass e uma abordagem pop crua, melódica e destemida. A dupla tem origem num encontro inesperado num jardim em Paris, durante uma free party interrompida pela polícia, momento que viria a desencadear a primeira colaboração em 2022 e a consolidação do projeto enquanto entidade artística. Em palco, IBSXJAUR apresenta uma performance de forte impacto energético, onde a base eletrónica de INFRABASSESATURE e a voz de JAUR se articulam numa dinâmica de elevada intensidade.

Almoço Comunitário

Domingo, 13 de setembro | 12h00

Estação Nova

Entrada livre (com inscrições obrigatórias)

 

Com a Estação Nova como pano de fundo, propõe-se um almoço comunitário aberto, no domingo, dia 13, às 12h00, onde cada pessoa contribui com o que trouxer, garantindo uma mesa diversa e partilhada. A iniciativa, com a curadoria na Blue House, no âmbito do EPICENTRO, junta equipa técnica, artistas, membros da comunidade e todas as comunidades residentes na Baixa de Coimbra, num encontro informal que promove a convivência e a partilha em torno da comida e do espaço comum. Todos estão convidados a participar neste momento coletivo que requer inscrição neste formulário online.

Coro Sem Maneiras + Selma Uamusse

Domingo, 13 de setembro | 17h00

Estação Nova

Entrada livre

 

Com a Estação Nova como pano de fundo, propõe-se um almoço comunitário aberto, no domingo, dia 13, às 12h00, onde cada pessoa contribui com o que trouxer, garantindo uma mesa diversa e partilhada. A iniciativa, com a curadoria na Blue House, no âmbito do EPICENTRO, junta equipa técnica, artistas, membros da comunidade e todas as comunidades residentes na Baixa de Coimbra, num encontro informal que promove a convivência e a partilha em torno da comida e do espaço comum. Todos estão convidados a participar neste momento coletivo que requer inscrição neste formulário online.

VOZES de Mayara Baptista

Domingo, 13 de setembro | 18h00

Estação Nova

Entrada livre

 

No domingo, dia 13, às 18h00, na Estação Nova, decorre “Vozes” de Mayara Baptista, uma proposta da Linha de Fuga integrada na programação do EPICENTRO, onde a voz e o corpo são trabalhados como matéria central de criação e resistência. Partindo da ideia de Naná Vasconcelos de que a voz é o primeiro instrumento e o corpo o seu prolongamento natural, a performance, com entrada livre, constrói um espaço sonoro e físico onde diferentes camadas de experiência individual e coletiva se cruzam. A obra propõe um território de escuta e de presença, onde texturas vocais, improvisação e ressonâncias corporais convocam memórias ancestrais e dinâmicas contemporâneas da diáspora. Neste espaço, a performance afirma-se como lugar de encontro e de reconhecimento, dando corpo a narrativas que atravessam gerações e geografias, num gesto que articula identidade, pertença e deslocação.

“Central do Samba” – Roda de Samba

Domingo, 13 de setembro | 19h00

Estação Nova

Entrada livre

 

No domingo, dia 13, às 19h00, na Estação Nova, no âmbito do EPICENTRO, com a curadoria da Blue House, Central do Samba reúne músicos radicados no centro de Portugal em torno de um dos formatos mais emblemáticos da música brasileira: a roda de samba. Liderado por Rodrigo Silveira, o projeto junta Jepê, Diogo Ramos e Arthur Labre numa formação que faz da proximidade, da improvisação e da partilha os seus principais motores. À semelhança das rodas tradicionais, o repertório constrói-se a partir da energia do momento, cruzando grandes nomes do samba como Cartola, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho com temas originais e clássicos do pagode que fazem parte do imaginário coletivo brasileiro.

Mais do que um concerto, Central do Samba propõe um espaço de encontro onde músicos e público partilham o mesmo círculo, recuperando o espírito comunitário que está na origem deste género musical. Inspirado na ideia de circulação, convivência e cruzamento de histórias, o projeto transforma cada atuação num lugar de passagem e celebração, onde o samba afirma a sua dimensão popular, espontânea e agregadora.

Sobre a iniciativa Verão a Dois Tempos

Verão a Dois Tempos, a programação de verão promovida pelo Município de Coimbra em coorganização com cinco entidades culturais (Associação Há Baixa, Blue House, Encontros de Fotografia, Fila K Cineclube e Jazz ao Centro Clube), decorre até ao final de setembro, na zona histórica cidade.

 

Com aposta no cruzamento de públicos e na revivificação dos espaços, são sete ciclos de programação diversificados, com 75 iniciativas a decorrer em oito espaços de programação, distribuídos entre a Alta e pela Baixa (Casa da Escrita, Coreto do Parque Manuel Braga, Escadas do Quebra-Costas, Estação Nova, largos do Poço e do Romal e Praça 8 de Maio e Praça do Comércio), entre concertos, performances, exposições, cinema, residências artísticas, oficinas e um festival de encerramento na Estação Nova que compõem os ciclos programáticos da iniciativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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