A iniciativa resulta de um convite dirigido ao Município pelo Grupo de Estudo da Osteoporose e das Doenças Ósseas Metabólicas, integrado na Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, entidade científica dedicada à promoção do conhecimento, da investigação e da sensibilização pública nas áreas da osteoporose e das doenças ósseas metabólicas.
A osteoporose constitui um importante problema de saúde pública, afetando milhões de pessoas em todo o mundo, podendo ter consequências graves para a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida. Tida como uma doença silenciosa, os principais sinais da osteoporose são as fraturas, as quais podem resultar de um traumatismo mínimo ou mesmo da sua ausência.
Ainda que essas fraturas possam ocorrer em qualquer osso do esqueleto, as mais frequentes acontecem na anca, antebraço (punho) e vértebras. Pelo seu perfil mais discreto, estima-se que estas últimas são mesmo confundidas com simples dores, sendo que metade não são identificadas clinicamente.
Como consequência, a sensação de dor prolongada é uma realidade, acarretando uma diminuição da qualidade de vida e degradação do estado geral de saúde. Além disso, a osteoporose pode dificultar o equilíbrio e até o simples ato da pessoa se manter de pé, podendo, inclusive, provocar a diminuição da estatura e originar ou acentuar a curvatura das costas.