O Festival arranca na quinta-feira, dia 12 de novembro, às 18h00, na Livraria Bruaá, com uma conversa com o investigador e programador Tiago Bartolomeu Costa a partir de “LIBERDADE! LIBERDADE!”. A coleção, editada em 10 volumes pelo Museu Nacional do Teatro e da Dança e pelas Edições Tinta-da-China, reúne quase 30 peças de teatro marcadas pelo desejo de intervenção pública e política.
No mesmo dia, no grande auditório do Convento São Francisco, às 21h30, sobe ao palco o espetáculo de humor “LIVRE MENTE”. A drag queen Sincera Mente, uma referência nas redes sociais portuguesas, reflete sobre o seu livre-arbítrio e sobre as vezes em que as escolhas que fez foram tudo menos benéficas.
Na sexta-feira, dia 13 de novembro, às 18h00, o Welcome Centre acolhe uma sessão de escuta coletiva do podcast “País de Incendiários”, da revista “Divergente”, seguida de conversa com a jornalista Sofia da Palma Rodrigues. Portugal é o país da União Europeia onde mais área arde, com o incendiarismo entre as principais causas. A sessão procura compreender as causas e dar a conhecer casos concretos que marcaram a história recente do país.
Ainda no dia 13, às 21h30, no grande auditório, emmy Curl apresenta o espetáculo especialmente concebido para o Festival Política “Solarpunk – Uma Pastoral do Futuro Regenerativo”. A artista reflete sobre a ligação entre o amor pela pátria e o amor pela natureza e imagina um futuro em que a gestão de recursos e a política ambiental procuram a regeneração do planeta.
No último dia do Festival Política, sábado, 14 de novembro, o programa arranca às 15h00, no foyer do Convento São Francisco, com a oficina “Participação cívica e ativista das pessoas com deficiência em Coimbra”, conduzida pela psicóloga e ativista Inês Simões, vencedora do concurso de bolsas para jovens artistas, criadores e ativistas do Festival Política.
Ainda no sábado, às 15h30, no café concerto, a Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) apresenta “Eu Fui ao Mar às Laranjas”, um projeto de registo e divulgação de saberes populares, com gravações feitas no terreno e atenção ao cariz etnográfico de cada lugar.
Já a partir das 18h30, no mesmo espaço, a conversa e a música juntam-se em “Depois dos Salatinas, que comunidade existe hoje na Alta de Coimbra?”. A sessão, que decorre após a exibição do filme (às 17h00, na black box), reúne os cineastas Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira, para refletirem sobre o impacto do documentário e sobre como ele pode servir de ponto de partida para falar do direito à habitação e à dignidade humana.
No sábado, o destaque vai para o concerto-conversa “Artigo por Artigo” protagonizado pela cantora Selma Uamusse e pela atriz Cláudia Semedo sobre os 50 anos da Constituição. Às 21h30, no Grande Auditório, promete ser um espetáculo intimista sobre o que este documento histórico prometeu e o que ainda falta cumprir.
Cinema: 14 filmes e três prémios
Ao longo dos três dias do Festival Política, serão exibidos 14 filmes, distribuídos por cinco sessões.
A 12 de novembro, às 19h00, a black box recebe a sessão inaugural, “Direito à Cidade”, composta por quatro curtas-metragem dedicadas às comunidades migrantes, do Brasil ao Bangladesh, mas também ao problema da habitação, com “Catálogo de uma Cidade Sem tecto”, de Diogo Cunha.
No dia seguinte, 13 de novembro, às 19h00, também na black box, segue-se a sessão “Sonho e Resistência”, que reúne filmes que partem das periferias das cidades para explorar sonhos e expectativas e que recuam no tempo para olhar para a vida em ditadura.
No último dia do Festival, 14 de novembro, o cinema conta com três momentos. Às 17h00, na black box, a longa-metragem “Salatinas”, de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira, leva-nos à Coimbra da década de 1940 para recordar quem foi expulso da Alta de Coimbra para dar lugar à nova Cidade Universitária. Às 19h15, no mesmo local, a sessão de curtas “Entre Continentes” aborda as relações familiares, as experiências e os desafios migratórios e a memória de quem cresceu na favela brasileira. A sessão inclui “Áudios de Casa”, de Bianca Rêgo, realizadora que vive em Coimbra, em que uma mãe envia áudios por WhatsApp à filha, que se mudou para outro continente e atravessa um momento difícil. O Festival fecha às 22h30 com as curtas de “Corpos em Trânsito”, que exploram a autodescoberta, a paixão e a afirmação da identidade sexual.
No Festival Política de Coimbra serão ainda anunciados os vencedores da secção de cinema, em que vão ser atribuídos três prémios: Prémio do Júri – Filme do Ano; Prémio do Público; e Prémio Futuro, destinado a realizadores com menos de 30 anos.
A Constituição Mais Bonita e o voto no Parlamento Europeu em exposição
O Convento São Francisco vai ainda acolher duas exposições. “A Nossa Constituição é a Mais Bonita do Mundo”, patente no Foyer, propõe uma nova forma de pensar a cidadania, com artistas, atletas e modelos da Central Models a protagonizar os principais artigos da Constituição portuguesa.
Estará também patente, no foyer, “Constelações Parlamentares”, de João Bernardo Narciso, construída a partir de mapas que reúnem milhares de votações do Parlamento Europeu para interpretar visualmente as relações de poder à escala europeia.
A partir de 7 de novembro vai ser possível levantar os bilhetes gratuitos na Bilheteira do Convento São Francisco, a funcionar diariamente entre as 15h00 e as 20h00. Será permitido o levantamento de dois bilhetes, por pessoa, mediante a lotação, e não são permitidas reservas.
O Festival Política Coimbra é uma coprodução da Associação Isonomia/Festival Política, do Município de Coimbra e do Convento São Francisco.