Amanhã vão decorrer trabalhos de transplante de duas árvores de grande porte no ilhéu junto à rotunda da Praça S. José e na rua dos Combatentes, na União de Freguesias de Coimbra e na Freguesia Santo António dos Olivais, no âmbito da empreitada “PEDU- Caminhos Pedonais de Cruz de Celas – Baixa/Arregaça e Lóios – Lote 5”, que está a ser realizada pela Civibérica, S.A.. Os dois exemplares arbóreos, da espécie Chamaecyparis lawsoniana, conhecida também como “falso cipreste”, vão ser relocalizados para o extenso relvado adjacente à Rua Dom Manuel Primeiro, entre a Urbanização Brotero e o Estádio Cidade de Coimbra.
A intervenção obriga a condicionar a circulação rodoviária na referida rotunda, com regulação de agentes de trânsito, permitindo a passagem de veículos no sentido ascendente e descendente enquanto vão decorrer os trabalhos, previsivelmente entre as 8h00 e as 17h00 do dia de amanhã, sábado, 04 de março. Dada a dimensão das duas árvores, no decurso dos trabalhos, pode haver a necessidade de se proceder a cortes de trânsito temporários, que serão auxiliados por agentes de trânsito.
O transplante das arvores deste tipo é uma operação extremamente sensível do ponto de vista técnico, uma vez que as espécies a transplantar, para além de serem exemplares de elevado porte, têm também uma grande vulnerabilidade ao transplante, podendo existir o risco de insucesso na sobrevivência das mesmas. Neste contexto existirão cuidados acrescidos durante toda a operação e existirá também uma monitorizará das árvores, até se confirmar o seu pleno sucesso, previsivelmente nos próximos dois a três anos.
Para garantir o sucesso da operação será necessário ter os seguintes cuidados: amarração da árvore, será feita com cintas ao camião grua de modo a manter a sua verticalidade; marcação da orientação dos pontos cardeais no tronco da árvore, para que ela seja plantada na mesma posição em que foi retirada; abertura da vala na envolvente da árvore, cerca de 2,0m de diâmetro e com uma profundidade de 1,0m, incluindo o corte das raízes com auxílio de motosserra; após o corte do torrão, este será envolvido em tela geotêxtil e amarrado com arames; o camião grua procederá ao levantamento da árvore com o torrão protegido; no local de transplante, será feita previamente a abertura da nova caldeira, com as dimensões do tamanho do torrão.; o transporte das árvores será efetuado por suspensão até ao novo local de plantação; serão amarrados cabos de aço do anel de proteção do tronco ao solo, com aproximadamente 10m e com estacas de aço com 1m, para equilibrar a árvore enquanto se procede à colocação na nova cova; e após transplante, será feita a primeira rega.
Com esta intervenção, o atual Executivo da CM de Coimbra evidencia, mais uma vez, que é defensor das causas ambientais e ao longo deste curto mandato já deu provas suficientes nesse sentido. Um dos sinais consiste na criação de um Departamento de Ambiente e Sustentabilidade, no âmbito da reestruturação da CM de Coimbra recentemente apresentada. Um outro sinal, foi a intervenção do atual executivo, ainda na oposição, que obrigou a alterações nas obras dos muros do Mondego no Parque Dr. Manuel Braga e permitiu salvar a fileira de plátanos mais junto ao rio, que estavam em risco com o método inicialmente aprovado.
