São pessoas isoladas, na sua maioria, sem suporte familiar e com níveis de independência e/ou saúde que não lhes permitiam confecionar as suas próprias refeições, sendo que 42,9% têm 75 ou mais anos de idade, 57,1% são solteiros e 92,9% vivem sozinhos. Através desta medida de apoio social “Uma mesa para os avós”, foram distribuídas na totalidade 1.554 refeições em 2023.
As 1.554 refeições fornecidas, no ano passado, corresponderam a um investimento do Município no valor de 4.770,78€. Dos 14 beneficiários, sete homens e sete mulheres, uma grande parte integrou esta medida durante os anos de 2012 e 2022. Desde o início da implementação do projeto, foram apoiadas, no total, 141 pessoas, tendo já proporcionado 53.359 refeições, o que corresponde a um investimento de 162.939,37 euros.
A adesão ao projeto “Uma Mesa para os Avós” é gratuita. No entanto, é necessário o cumprimento de critérios, designadamente residência na Alta ou Baixa da Cidade de Coimbra, ter idade igual ou superior a 65 anos, residirem só ou casal idoso ou irmãos idosos ou pais idosos com filhos com deficiência (devidamente fundamentado), não possuírem retaguarda familiar, terem dificuldades de locomoção e apresentarem um rendimento mensal inferior ou igual à Remuneração Mínima Mensal Garantida.
De acordo com os dados disponíveis desde 2006, referência para o facto de a partir de 2017 se ter registado uma queda do número de refeições fornecidas (em 2016 foram fornecidas 3.214 e, em 2017, 2.453), tendo esta tendência de descida continuado nos anos seguintes, com ligeiras oscilações, sendo que o valor mínimo foi atingido em 2021 com 1.451 refeições. Por outro lado, o pico foi verificado em 2011 (4.292 refeições), 2013 (4.289 refeições) e 2009 (4.182).
O relatório adianta, ainda, que, ao longo dos últimos anos, é possível constatar uma diminuição gradual do número de beneficiários, maioritariamente, devido à admissão dos beneficiários em resposta social de acolhimento permanente, ao internamento em Unidade de Cuidados Continuados, sem que, posteriormente, estivesse previsto o regresso das pessoas para os seus domicílios e ao falecimento dos beneficiários. Nos últimos dois anos, registaram-se nove novas entradas nesta medida de apoio.