De acordo com o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Ricardo Lino, a tempestade provocou danos significativos na rede elétrica, com a quebra de 38 linhas de média tensão no concelho, uma situação excecional que, mais de 24 horas depois, mantém algumas zonas sem eletricidade, causando constrangimentos às famílias. A reposição decorre de forma faseada, existindo já áreas onde o serviço foi restabelecido e outras que permanecem com interrupções.
As freguesias mais afetadas incluem Cernache, Assafarge e Almalaguês, bem como localidades como Arzila, Ameal e Lamarosa, embora a situação se apresente dispersa, com ocorrências pontuais em diferentes pontos do município.
No que respeita às escolas, a larga maioria reabriu, mantendo-se apenas situações pontuais de encerramento. O Município assegura que a alimentação escolar está garantida, com refeições a chegar às crianças.
Em paralelo, mantêm-se no terreno equipas reforçadas, incluindo meios provenientes de outros concelhos do distrito e do distrito de Aveiro, a intervir na desobstrução de vias, remoção de árvores e resposta a ocorrências, existindo também registo de situações pontuais de inundação.
Quanto ao rio Mondego, o Município acompanha a evolução do caudal na sequência da precipitação registada.
A Câmara Municipal de Coimbra apela à compreensão da população e reforça que continua a trabalhar, em articulação com as entidades competentes, para a reposição gradual da normalidade e a minimização dos impactos causados pelo temporal.