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13 Março 2026

Mau tempo provoca prejuízos de 15,2 milhões de euros em equipamentos e infraestruturas municipais

Mau tempo provoca prejuízos de 15,2 milhões de euros em equipamentos e infraestruturas municipais

O Município de Coimbra contabilizou cerca de 15,2 milhões de euros em intervenções e investimentos necessários para reparar equipamentos e infraestruturas municipais afetados pelo recente período de mau tempo. O levantamento efetuado aponta ainda para a necessidade de cerca de 29,1 milhões de euros em intervenções de regularização de cursos de água, nomeadamente nos rios Mondego, Ceira e Dueça, consideradas fundamentais para reforçar a segurança do território e a prevenção de cheias.

O Município de Coimbra estima em cerca de 15,2 milhões de euros o valor necessário para intervenções em equipamentos e infraestruturas municipais afetados pelo mau tempo que se fez sentir nos últimos meses na região Centro.

 

Este montante resulta da soma das intervenções urgentes já realizadas e das estimativas de investimento necessárias para recuperar os restantes danos identificados em diferentes pontos do concelho, na sequência do comboio de tempestades registado entre janeiro e fevereiro.

 

Intervenções em infraestruturas e equipamentos municipais

Entre as intervenções previstas destacam-se investimentos significativos na estabilização de taludes, estimados em cerca de 3,8 milhões de euros, bem como na reabilitação de estradas, pontes e pontões, com um valor aproximado de dois milhões de euros.

 

Foram também identificadas necessidades de intervenção em vários equipamentos municipais, nomeadamente no Aeródromo Municipal de Coimbra, onde se estima um investimento de 1,5 milhões de euros, e no Cemitério da Conchada, de cerca de um milhão de euros. O mau tempo provocou igualmente estragos estimados em 700 mil euros em habitação municipal e no Jardim da Sereia, um dos espaços verdes mais emblemáticos da cidade, as intervenções necessárias rondam os 600 mil euros.

 

Investimentos necessários na regularização dos rios

Para além dos danos em infraestruturas municipais, o Município identifica também a necessidade de intervenções estruturais no sistema hidrográfico do concelho, em particular nos rios Mondego, Ceira e Dueça.

 

As operações de desassoreamento e regularização destes cursos de água representam um investimento estimado de 11,7 milhões de euros. A este valor acresce a necessidade de cerca de 16,3 milhões de euros para trabalhos de regularização e estabilização das margens do rio Mondego, intervenções consideradas fundamentais para reduzir o risco de cheias e reforçar a segurança das populações.

 

Apoio a coletividades e instituições do concelho

O levantamento efetuado pelo Município identificou ainda cerca de 1,8 milhões de euros de prejuízos em equipamentos de coletividades e instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho.

 

Coimbra atingiu um nível recorde de precipitação entre outubro e fevereiro, segundo o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que no final de fevereiro admitiu uma “situação excecional” em que a chuva encheu a barragem da Aguieira 3,5 vezes.

 

Várias tempestades assolaram Portugal continental desde o final de janeiro, tendo sido a mais violenta a depressão Kristin, em 28 de janeiro.

 

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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