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29 Julho 2026

Região de Coimbra combate espécies invasoras no Mondego e no Alva

A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra apresentou hoje, 29 de julho, dois projetos para monitorização, prevenção e controlo de espécies exóticas invasoras nos rios Mondego e Alva, até maio de 2027, num investimento de 100 mil euros. O projeto AlternaOut será desenvolvido no Mondego para controlo e gestão da erva-de-jacaré, que, em Portugal, só existe naquele rio, e o LudBye será implementado no rio Alva, visando a ludevígia-de-flores-grandes, ambas originárias da América do Sul.

Para o vereador da Câmara Municipal de Coimbra com o pelouro do Ambiente, Luís Filipe, os dois projetos hoje apresentados mostram como a ciência, a colaboração entre as instituições e o envolvimento da comunidade “podem trabalhar em conjunto para proteger e valorizar o património natural”, sublinhando a importância de uma resposta conjunta.

 

“A componente colaborativa é fundamental para enfrentar estes desafios ambientais que não se podem ver de uma forma isolada. O rio Mondego não começa nem acaba em Coimbra e, por isso, tudo o que pudéssemos fazer de forma isolada teria poucos efeitos de médio e longo prazo”, apontou.

 

Por sua vez, o vice-presidente da CIM da Região de Coimbra, Ricardo Cruz, afirmou que “[os projetos] são a consequência natural de vários anos de trabalho e de conhecimento acumulado. Representam uma nova gestão e geração de projetos assentes na preservação, na deteção precoce, na monitorização contínua e na inovação tecnológica”.

De acordo com aquele responsável, o caminho que tem sido feito nesta área assenta na “confiança, na partilha de conhecimento e na convicção de que só através da cooperação” entre a administração pública, comunidade científica, municípios e parceiros internacionais “é possível enfrentar este desiderato eficazmente e os desafios ambientais”.

Já o secretário-executivo da CIM Região de Coimbra, Jorge Brito, explicou que os objetivos dos projetos AlternaOut e LudBye são a identificação precoce das espécies invasoras, a sua remoção, contenção, proteção, sensibilização e monitorização da invasão, em áreas que foram identificadas com o apoio de académicos. “Foram identificadas como as áreas que necessitavam dessa intervenção numa ótica mais imediata”, justificou.

 

Os dois projetos representam um investimento de 100 mil euros e foram aprovados no âmbito do European Invasive Alien Species Rapid-Response Fund, fundo que está integrado no programa “Save Our Species” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), tendo como parceiros a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Universidade de Coimbra e o Instituto Politécnico de Coimbra.

 

Jorge Brito destacou ainda que a CIM Região de Coimbra já investiu quase cinco milhões de euros no combate a espécies invasoras aquáticas desde 2018, altura em que começaram as primeiras intervenções de controlo do jacinto-de-água, no Baixo Mondego.

 

Já o administrador regional da APA, Nuno Bravo, defendeu que, mais do que combater plantas invasoras, os dois projetos ajudam a tornar os “rios mais saudáveis e resilientes”. “Estou certo de que este trabalho agora iniciado dará resultados e servirá também como exemplo para outras iniciativas”, concluiu.

 

LUSA / CM de Coimbra

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