A edição deste ano dá continuidade ao conceito “Bairro dos Ofícios”, iniciado em 2025, tendo como ponto de partida as paisagens sonoras e a relação entre criação artística, território e espaço público.
A programação cruza música, artes visuais, instalações, formação e reflexão, envolvendo equipamentos culturais municipais e diferentes parceiros locais e nacionais. O festival procura ainda dar visibilidade à criação emergente e independente e promover o encontro entre artistas, públicos e diferentes linguagens artísticas.
23 concertos e 18 estreias em Coimbra
Das 47 propostas que integram o programa, 23 são concertos, sendo que 18 dos projetos musicais se apresentam pela primeira vez em Coimbra. O festival inclui ainda 12 propostas de criação através de instalações artísticas, seis desenvolvidas em formato de residência e seis instalações visuais e sonoras, três rodas de conversa e 15 artistas convidados.
As instalações estarão patentes no Centro de Artes Visuais, no Túnel da Cerca de São Bernardo e no Pátio de São Bernardo, estando previstos momentos de ativação de algumas das obras ao longo do festival.
A programação reúne artistas provenientes de diferentes pontos do país, incluindo Braga, Fundão, Leiria e Porto, procurando reforçar o intercâmbio entre a produção artística local e nacional.
Programação começa a 24 de setembro
O Festival Apura é antecedido, no dia 22 de setembro, por um warm-up em colaboração com a Rádio Universidade de Coimbra. O trio This Page atua às 22h00, no Terraço Afonso Macedo, no edifício da Associação Académica de Coimbra.
A programação oficial arranca no dia 24, às 14h30, no Teatro Académico de Gil Vicente, com o lançamento discográfico de Nem sempre as nossas sombras morrem connosco. A obra resulta de uma residência artística desenvolvida na edição anterior em parceria com a Profound Whatever e o Museu da Música de Coimbra.
Durante o primeiro dia estão ainda previstas atividades de reflexão no Centro de Artes Visuais e atuações de Pedro Almiro, Valhacouto Ensemble, EVAYA, PARPAR, Clarisse e os Desviados e Fjords, entre outros projetos.
No dia 25, a programação inclui Misse Portugal, Catarina Silva, Frederica Campos, Júlia Miranda, TRACAPANGÃ, Alcrud3, Luís Vicente, Gonçalo Almeida e Pedro Melo Alves, PLAKA e Coletivo OBSOLETO.
O último dia do festival, 26 de setembro, conta, entre outras propostas, com Pedro Melo Alves, Sons do Lagar, L/M, BANJOLOGIA, Lucifécit, Tricla e ESCÁRNIO.
Repúblicas voltam a integrar programação
O Festival Apura mantém também a ligação às repúblicas de Coimbra, valorizando o seu papel na relação entre a comunidade académica e a atividade cultural da cidade.
Ao longo dos três dias, a programação prolonga-se depois da meia-noite na República do Bota-Abaixo, com atuações de Rainha Santa + Barbosa, ASCENSIA + Arrogance Arrogance, DJsCativo e Supa, CIGA239, Coletivo Lenha, VIVAX, Alana Vegana, Photonz e Operário Febril.
A componente de instalações inclui ainda trabalhos no Túnel da Cerca de São Bernardo de Francisco Correia, Hamilton Francisco/BABU, Catarina Gentil, Dora Vieira, Guilherme Sota, Sofia Vermelho e Zhang Qinzhe.
Festival prolonga-se com cooldown no dia 27
A programação associada à 7.ª edição termina no dia 27 de setembro com um cooldown promovido pela Linha de Fuga – Associação Cultural.
A iniciativa A Aldeia vem à Cidade! pretende aproximar projetos de criação artística descentralizada e rural do contexto urbano de Coimbra e inclui propostas de Maria Torres e Cláudio Vidal, Estrutura Baldia e Carlota Lagido.
A programação contempla a performance de dança Liturgia de Regeneração, às 16h30, no Largo do Romal, a caminhada performativa Manual para Pertencer, com percurso pela Baixa de Coimbra, e O Mapa das Indomesticadas.
O programa completo pode ser consultado nas redes sociais do Festival Apura.
A 7.ª edição do Festival Apura é coorganizada pela Câmara Municipal de Coimbra, que atribui à iniciativa um apoio financeiro de 10 mil euros, acrescido de apoio logístico.
