“A Todos São Palco, este ano, convoca 15 parceiros do país todo, 14 deles da Rede de Teatros e Cineteatros portugueses. É, por isso, a maior operação da rede de programação em conjunto, em 13 cidades portuguesas”, destacou a diretora artística do Teatrão, Isabel Craveiro.
A 5.ª edição da Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador traz a Portugal, de 17 de setembro a 17 de outubro, artistas do Brasil, Colômbia e Peru, vindos de sete cidades: Manaus, Bogotá, Lima, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Natal.
Realizada pelo Teatrão, de Coimbra, em articulação com uma rede de parceiros culturais, esta mostra tem curadoria do dramaturgo e professor na Universidade de Coimbra Jorge Louraço Figueira.
Durante a conferência de imprensa de apresentação desta iniciativa, que tem como tema “Amazónias Futuras”, Isabel Craveiro explicou que esta edição procura convocar um imaginário simultaneamente ligado à esperança e à resistência perante desafios como as alterações climáticas, a sustentabilidade, as desigualdades e diferentes formas de repressão.
“A Amazónia para nós é um território, para além de imenso geograficamente, simbólico, político e cultural”, afirmou.
A diretora artística do Teatrão evidenciou a dimensão nacional do projeto, que este ano mobiliza 15 parceiros em todo o país, permitindo a circulação de espetáculos, residências artísticas e ações de formação.
“Seria impossível trazer seis espetáculos com duas residências e uma data de oficinas a Coimbra sem esta circulação. Demonstra, de facto, que esta valência do trabalho em rede tem caminho e é definitivamente um lugar de trabalho que me parece necessário”, acrescentou.
Em Coimbra, a programação distribui-se por vários equipamentos culturais, resultado da colaboração entre o Teatrão, o Teatro Académico Gil Vicente, a Escola da Noite e o Convento São Francisco.
Para a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Margarida Mendes Silva, o projeto representa “um exemplo muito relevante” do que pode ser alcançado através da cooperação entre cidades, estruturas artísticas e equipamentos culturais.
Nesta quarta e quinta-feira chega à Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra, o espetáculo colombiano “Los Devoró la Selva, de Eloísa Jaramillo e Mateo Mejía.
O Teatro Académico Gil Vicente acolhe, na quarta-feira, o espetáculo brasileiro “Ponto Final, Ponto Seguido”, de Uýra, enquanto ao Convento São Francisco chega, na quinta-feira, o espetáculo “As Cores da América Latina”, de Panorando.
Já na sexta-feira sobe ao palco do Teatro da Cerca de São Bernardo “Des-Conocido”, trazido pelo Grupo Cultural Yuyachkani, de Lima, no Peru; e o Teatro Académico Gil Vicente recebe ainda, a 02 de outubro, uma das mais singulares criações do teatro paulista nos últimos anos, intitulada “O Avesso da Pele”, do Coletivo Ocutá.
Do Brasil, o Ateliê 23 traz à Oficina Municipal de Teatro, no dia 01 de outubro, “Fértil em Terras Áridas”, que coloca em palco cinco bufões despedidos por falta de moral e civismo pelo alto clero.
Paralelamente aos espetáculos, a programação contempla também um programa de oficinas e conversas dedicado a áreas como a literatura, dramaturgia, encenação, performance e dança.
Estão igualmente incluídas duas residências artísticas: Panchito Gonzalez, de Wellington Fagner; e 109 Desejos de Futuro, de Henrique Fontes e Francis Wilker, ambas orientadas para o cruzamento entre os artistas convidados e as comunidades locais das cidades onde vão decorrer.
LUSA / CM de Coimbra