A intervenção tem como objetivo assegurar procedimentos de monitorização e manutenção da Ponte Pedro e Inês, avaliando o comportamento da estrutura e o funcionamento dos equipamentos instalados para controlo das vibrações, ao mesmo tempo que são executados trabalhos de conservação no pavimento e nos corrimãos.
A monitorização assume particular importância depois da passagem da depressão Kristin e antes dos próximos períodos de precipitação mais intensa, permitindo aferir o estado da infraestrutura e confirmar as condições de funcionamento e segurança da ponte.
A Ponte Pedro e Inês, em funcionamento há cerca de duas décadas, foi concebida como uma estrutura esbelta e flexível e dispõe de um sistema específico de amortecimento destinado a reduzir as vibrações verticais e laterais provocadas, designadamente, pela circulação de peões. Os chamados TMD — Tuned Mass Dampers — foram afinados para as características dinâmicas da ponte e contribuem para o conforto dos utilizadores e para o adequado comportamento da estrutura.
Os ensaios de vibração forçada vão permitir avaliar o estado e o desempenho destes equipamentos em situações mais exigentes, quer de utilização pedonal, quer associadas a condições atmosféricas extremas. A prestação deste serviço foi adjudicada à Associação Instituto para a Construção Sustentável (ICS), entidade constituída na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e com conhecimento técnico da estrutura desde a fase da sua construção e monitorização inicial. O investimento nesta componente é de 12.921,15 euros, com IVA.
Conservação do pavimento e dos corrimãos
Em simultâneo, a Câmara Municipal vai executar uma empreitada de conservação dos elementos de carpintaria da Ponte Pedro e Inês, adjudicada à empresa Flutuante e Trincha, Revestimentos Técnicos, Lda., por 30.849,71 euros, com IVA.
Os trabalhos incluem o levantamento temporário das réguas de madeira de ipê existentes na praça central, necessário para permitir o acesso aos equipamentos de amortecimento instalados sob o pavimento, e a sua posterior reinstalação após a conclusão dos ensaios.
Serão ainda substituídas as réguas e travessas que apresentem danos ou degradação, corrigidas fixações soltas e aplicado tratamento de conservação nas madeiras do pavimento e dos corrimãos. Está igualmente prevista a limpeza das madeiras e a proteção dos elementos metálicos associados às estruturas de acesso aos dispositivos de amortecimento.
A compatibilização das duas intervenções permite que os trabalhos que exigem o levantamento do pavimento sejam aproveitados também para a realização dos ensaios estruturais. Apesar da complexidade de coordenar duas operações distintas, o Município optou por fazê-las coincidir, reduzindo o impacto global da intervenção sobre os utilizadores da ponte.
Circulação pedonal interrompida durante os trabalhos
O início da intervenção está previsto para 6 de outubro, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis, com uma duração máxima estimada de três semanas, prazo que poderá ser ajustado em função do estado do tempo.
Durante a execução dos trabalhos, a Ponte Pedro e Inês estará encerrada à circulação pedonal. Para a travessia do rio Mondego, os peões deverão utilizar percursos alternativos, designadamente através da Ponte de Santa Clara.